Imagens por ressonância magnética (IRM) evoluíram muito nas trés décadas desde a sua criação, no laboratório de pesquisa da GE em Nova York. O avanço nas suas capacidades ao longo do tempo é simplesmente impressionante. Observe a imagem acima. É a imagem do cérebro de uma pessoa.

791143142381398160E não é qualquer imagem. Capturada pela GE Discovery MR750 3.0T, uma máquina de IRM equipada com um imã de 3 Tesla 60.000 vezes mais potente do que o campo magnético da Terra (e duas vezes mais poderoso do que o primeiro IRM da GE, e apenas um Tesla mais fraco do que os imãs usados no CERN), a imagem acima mostra o tecido conjuntivo de matéria branca do cérebro e está sendo usado por pesquisadores como uma espécie de “diagrama de ligação” para monitorar melhor como a última geração de drogas na batalha contra doenças neurodegenerativas opera dentro da estrutura física do cérebro, e como elas afetam a função cerebral.

Ao contrário de raio-X, que dispara partículas radioativas através do seu corpo para conseguir imagens dele, o campo magnético intenso de uma IRM sacode as moléculas de água dentro dos seus órgãos, que por sua vez geram um sinal de rádio que pode ser detectado fora do corpo. E como não há uma parte do seu corpo sem água, o sistema é capaz de detectar de onde o sinal de rádio está vindo e gerar um modelo 3D em tempo real do sistema.

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No futuro, esse e outros aparelhos de IRM semelhantes deverão ter participação bem maior em pesquisas de doenças, terapias e na medicina preventiva. Quem sabe o que médicos conseguirão encontrar quando puderem ver por dentro do nosso corpo com imãs. [GE Reports]

Crédito: Luca Marinelli, Ek Tsoon Tan