Robin é o “telefone mais inteligente” criado por ex-funcionários do Android e da HTC. E o que faz dele mais esperto que os outros? Ele funciona em completa integração com a nuvem. Não apenas armazenando fotos e vídeos, como alguns apps já fazem, mas armazenando também os aplicativos instalados no smartphone. Deixou de usar um app por muito tempo? O Robin identificará a falta de uso e o enviará para a nuvem, economizando espaço na memória física do seu celular, mas mantendo ainda o acesso e o funcionamento do app intacto.

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A responsável pelo Robin é a Nextbit, uma nova companhia comandada por Tom Moss, CEO da empresa, membro do conselho do Cyanogen e ex-executivo do Google, Mike Chan, diretor técnico que trabalhou da versão 1.0 a 3.0 do Android e Scott Croyle, antigo vice-presidente sênior de design da HTC, que comandará o design de produto na nova empreitada. A empresa assegurou US$ 18 milhões em investimentos no ano passado e este é o primeiro projeto apresentado por ela.

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O primeiro smartphone da Nextbit promete levar as funções da nuvem para muito além do que estamos acostumados. Enquanto o Google Fotos armazena novas fotos e vídeos automaticamente na nuvem, o Robin manterá também os aplicativos, além de apenas fotos e vídeos.

Storage-dashboard-980x1742Todo consumidor do Robin receberá acesso a uma nuvem de 100 GB que armazenará diversas funções do aparelho. Funciona da seguinte forma: o celular está com aplicativos que não são usados há algum tempo? Digamos que você tenha baixado aquele app de listas para te ajudar nas tarefas diárias e bem… você o usou por apenas dois dias. O Robin identificará aplicativos como esse, que foram usados há tempos, e os enviará para a nuvem. O ícone do app continuará no celular, mas com tons cinzas, para deixar claro quais foram os aplicativos levados para a nuvem.

Quer usar o aplicativo que foi enviado para a nuvem novamente? É só tocar no app que a nuvem tomará conta do resto. Ela o baixará novamente para o celular, mantendo-o da mesma forma que da última vez que ele foi usado, com todos os seus logins e registros intactos, como se ele nunca tivesse saído dali. É uma alternativa interessante para celulares de hoje em dia, cujos espaços internos estão começando a se tornar insuficientes neste mundo de fotos com qualidades que não param de crescer e apps cada vez mais espaçosos.

O Robin roda em uma versão modificada do Android. Ele possui tela de 5.2 polegadas com resolução 1080p. Suas entranhas trazem um Snapdragon 808 SoC, 3GB de RAM, 32 GB de memória interna (além dos 100 GB gratuitos da nuvem) e uma bateria de 2680 mAh. Ele também é um dos primeiros smartphones a fazer uso da USB Type-C, o novo padrão de USB, já presente no novo MacBook e prestes a chegar ao mercado em outros produtos até o final deste ano. Além disso, o Robin tem um leitor de digitais — inserido na lateral do celular, junto do botão ligar — NFC, câmera traseira de 13 MP, frontal de 5 MP e speakers frontais duplos.

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Ele tem o formato retangular já comum nos smartphones de hoje e pode ser adquirido em duas cores: branco acinzentado com detalhes em verde água (chamado “mint) e preto (chamado “midgnight”).

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A Nextbit promete ainda dar suporte à comunidade de modders, permitindo que os usuários façam boot nos aparelhos sem perder a garantia, segundo informações do Ars Technica.

A Nextbit já ultrapassou os US$ 500.000 que pediu no Kickstarter. Até a publicação desta matéria, a página de financiamento conjunto do celular já registrava US$ 629.392 arrecadados. A previsão é que os celulares sejam entregues aos consumidores entre janeiro e fevereiro do ano que vem. Os brasileiros interessados no celular vão ficar fora da brincadeira: o Robin não é entregue no Brasil, infelizmente. O smartphone chegará às lojas no começo do ano por US$ 349. [Ars Technica, TechCrunch, Kickstarter]