Não vou dizer que o PC está morrendo, pois isso seria ridículo. Porém, nos últimos dez anos, alguns segmentos do mercado de computadores têm decaído, como tablets, netbooks e, dependendo de como você olha, o notebook com formato “clamshell“. Enquanto isso, apareceu uma nova geração de dispositivos destacáveis mais flexíveis e móveis, 2-em-1 , e os híbridos também surgiram. E é exatamente nesse nicho que a Samsung deseja entrar com seu novo Galaxy Book 2.

Agora com seu teclado destacável e um suporte “kickstand” embutido, o design do Galaxy Book 2 não é tão empolgante. Ainda assim, nos seis anos desde que o primeiro Surface apareceu, esse fator de fábrica basicamente se tornou o padrão para quase todos os híbridos portáteis. O que a Samsung está fazendo de diferente no Galaxy Book 2 é trazer uma duração de bateria superlonga (supostamente com até 20 horas de uso em uma só carga), conectividade o tempo todo por meio de rede LTE embutida e incluir o teclado e a caneta do sistema dentro da caixa sem cobrar a mais por isso.



Os planos da Samsung de cumprir essas promessas significam que, em vez de usar um processador Intel ou AMD, como é normal, o Galaxy Book 2 usará o chip Snapdragon 850, da Qualcomm. Essa proposta é meio arriscada, porque, embora o Snapdragon 835 no Asus Nova Go cujo review eu escrevi neste ano oferecesse muita duração de bateria, seu desempenho era meio anêmico demais para o considerarmos um dispositivo para trabalho constante todos os dias. Entretanto, com uma nova geração de silício e uma série de atualizações do Windows que melhoraram a compatibilidade Snapdragon-Windows, podemos estar observando grandes ganhos reais para as máquinas Windows que não são x86.

Fora isso, as especificações do Galaxy Book 2 são meio o que você esperaria de um aparelho de US$ 1.000, com 4 GB de RAM, 128 GB de armazenamento e espaço para dois cartões SIM, também com a possibilidade de expandir memória com um cartão microSD. A Samsung também levou para o produto um pouco de sua expertise com smartphones e tablets. Quanto à tela, a Super AMOLED de 12 polegadas e resolução de 2160 x 1440 do Galaxy Book 2 definitivamente traz cores muito mais ricas do que você esperaria de uma tela assim.

Na traseira, uma câmera de 8 MP fica próxima do leitor de impressões digitais, o que parece para mim um local meio esquisito. Embora você provavelmente consiga se acostumar a ter que ir até o topo do Galaxy Book para destravar o sistema, se você errar, é quase certo que você vai sujar a lente da câmera com suas digitais. Nas laterias, o Galaxy Book 2 também oferece duas portas USB-C e um plug para fone de ouvido. Porém, se você usa qualquer periférico com USB-A, você precisará de um dongle, que, infelizmente, não vem incluso.

Em comparação com o Galaxy Book anterior, o novo suporte kickstand do modelo de segunda geração é muito mais estável e facilita muito mais o ajuste do ângulo da tela. E, apesar de sua natureza de dispositivo destacável, as teclas do Galaxy Book 2 precisam ser pressionadas bastante até chegarem ao fundo do laptop. Enquanto isso, a S-Pen que vem junto com o pacote oferece suporte a todas as capacidades do Windows Ink, com 4.096 níveis de sensibilidade de pressão, além de uma série de comandos da tradicional Samsung S Pen, incluindo seleção inteligente e o Screen Write. Porém, ele não vem com nenhuma função de criação de GIFs, como você encontra no Galaxy Note 9.

Em meu curto período com o Galaxy Book 2, a máquina da Samsung parece ser um concorrente competente ao Surface Pro, e eu gostei bastante que a Samsung tenha decidido colocar a caneta e o teclado na caixa, diferentemente do que a Microsoft e a Apple fizeram com seus Surfaces e iPad Pros. Mas, no fim, o Galaxy Book 2 vai definir seu sucesso — ou fracasso — na sua capacidade de cumprir as promessas de duração de bateria altíssima e de desempenho ágil, duas coisas que vão exigir mais do que um hands-on para podermos determinar.

O Galaxy Book 2 estará à venda a partir de 2 de novembro, por US$ 1.000, nos Estados Unidos.