Num sinal claro de que a recuperação econômica pós a fase aguda da pandemia está mais lenta que o esperado, a Samsung acompanha a desaceleração global e vai diminuir a sua produção de telefones de 310 milhões para 280 milhões ainda em 2022. A guerra entre Rússia e Ucrânia também influiu na decisão.

O corte de 30 milhões de dispositivos atinge igualmente toda produção, dos celulares da linha mais popular aos carros-chefe, como o Samsung Galaxy S22. A informação é do site SamMobile, que usa como fonte um relatório do canal coreano Maeil Business News.

A lógica por trás da decisão é que parte dos consumidores vêm como alternativa à crise permanecer com seus atuais aparelhos. Por isso, não haveria procura por um mais caro ou mais barato. Eles apenas trocariam em caso de extrema necessidade.

A empresa planejava produzir 300 milhões de smartphones em 2022, porque ainda não atingiu essa meta após 2017, mas optou pela retração na fabricação.

Além da pandemia da Covid-19, o conflito Rússia x Ucrânia — que ocasionou um embargo internacional à Rússia — abalou as vendas, o que contribuiu para a decisão. Também foi levada em consideração o estado de inflação mundial.

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Mas a Samsung não é a única fabricante a sentir essa lentidão na resposta do mercado. A Apple também trabalha com a estagnação nas vendas e quer reduzir o número de telefones, como já aconteceu no ano passado. Segundo o SamMobile, a empresa está cortando a produção do iPhone SE em 20%.