Hoje finalmente conhecemos de perto o novo LG G2, o sucessor do Optimus G, lançado no ano passado. É um aparelho bastante potente com um único botão traseiro que controla tudo.

Por dentro, o G2 conta com um processador quad-core Snapdragon 800 com clock de 2.26GHz – o primeiro grande aparelho a usar um desses – e 2GB de RAM. A tela tem 5,2 polegadas com tecnologia IPS e resolução Full-HD. O G2 tem suporte ao LTE Advanced e tem uma bateria especialmente moldada que é bem grande, porém fina, com 3.000 mAh.

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As câmeras frontal e traseira do G2 têm 2.1 MP e 13MP, respectivamente, e então chegamos a uma decisão esperta de design do G2: um botão traseiro que não apenas controle o volume, como também ativa a câmera quando segurado por alguns segundos. Este botão é, na verdade, o único físico em todo o smartphone e – teoricamente – mantém o G2 na sua mão e evita que você o derrube no chão acidentalmente. A lógica é a seguinte: “Bem, seu dedo provavelmente está lá atrás. Então pra que movê-lo?”

É estranho, mas, se for natural, pode ter sido uma decisão bem acertada.

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Em relação à tela, o G2 usa uma coisa chamada “dual-routing” para minimizar as entranhas da tela o máximo possível, mantendo o smartphone pequeno, a tela grande e a moldura praticamente inexistente. A ideia – muito similar ao que vimos no Moto X – é manter essas telas grandes que já caracterizam smartphones com Android, ao mesmo tempo que ajuda a não criar um aparelho grande demais para ser usado apenas com uma mão.

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E além de ter uma moldura bem pequena, a tela é bem bonita também, com resolução 1080×1920 em um display IPS de 5,2 polegadas.

Em relação às câmeras, o G2 tem um estabilizador óptico de imagem que ajuda a capturar fotos em cenários com muito movimento como um carro andando, ou quando você decide dar uma corrida. A tecnologia não é exatamente nova, mas antes estava restrita a câmeras de qualidade inferior de 4MP ou 8MP. O G2 é o primeiro de 13 MP a usar algo assim.

Naturalmente, o G2 também conta com alguns recursos de software questionáveis. Ele automaticamente atende uma ligação caso o dispositivo esteja tocando e você levante-o em direção à sua orelha, por exemplo. E um recurso chamado Plug & Pop ativa os apps que você quer usar (como os de música) quando você pluga fones de ouvidos.

Os recursos não são todos supérfluos, porém: um deles, chamado Text Link, cria links para apps em mensagens de texto, permitindo criar eventos no seu calendário ou pesquisar coisas na web a partir de uma mensagem – mais ou menos o que o Gmail começou a fazer recentemente, mas agora no smartphone. O G2 também tem um “guest mode” que pode ser bem útil quando você emprestar seu smartphone para a sua mãe, mas quiser ter certeza que todas as imagens de nudez fiquem escondidas.

Tudo isso foi feito em busca de uma experiência de uso intuitiva, como um certo smartphone da Motorola parece ter atingido. Mas o G2 tem especificações bem parrudas para ajudar nisso. Vamos torcer para que os truques do G2 ajudem na experiência, e não apenas atrapalhem o uso do aparelho.