Pra gente é algo normal, mas uma das maiores premissas do sistema judicial dos EUA é que os jurados não podem se sujeitar a qualquer informação sobre o julgamento ou os grupos envolvidos que não seja especificamente apresentada a eles pelos próprios querelantes ou reus. Antigamente, isto não era muito difícil, bastando enclausurá-los: bons cidadãos sob dever de júri não tentariam escapar só pra ir pra biblioteca pesquisar sobre as complexidades da lei corporativa. Nem publicavam seus pensamentos a cada poucos minutos para o mundo externo.

Mas é exatamente isso o que pode reverter um julgamento de 12,6 milhões de dólares em Arkansas. Descobriu-se que o jurado Jonathan Powell havia mandado por Twitter detalhes do julgamento:

ah, e ninguém compra Stoam. É um baguio ruim e eles provavelmente deixarão de Existir, agora que a carteira deles está 12milhões mais leve

Então, Johnathan, o que você fez hoje? Ah, nada de especial, eu acabei de distribuir DOZE MILHÕES DE DÓLARES do dinheiro de outra pessoa.

 

Este é apenas um de diversos casos usados para ilustrar a grande tendência, e todos envolve o acesso direto ao Facebook, Twitter, Wikipédia e outras ferramentas de pesquisa. E, infelizmente, não há solução imediata, já que os juízes não podem definir exatamente o que os jurados não podem fazer (da mesma maneira que você não pode falar para uma criança NÃO comer aquele delicioso balde de esterco).

O tópico todo é algo que eu nunca teria imaginado, mas de fato faz todo sentido. [NYTimes]