Há um tempo, dissemos que o lançamento de um novo chip da Qualcomm para vestíveis prometia dar uma esquentada no mercado de smartwatches com Wear OS, o sistema móvel do Google. O fato é que não demorou tanto, e já temos no Brasil o primeiro modelo da série, no caso, o smartwatch Summit 2, da Montblanc.

• Fossil Sport é um sólido smartwatch da nova geração com Wear OS
• Novo chip da Qualcomm, Snapdragon Wear 3100 pode revitalizar mercado de smartwatches

O Montblanc Summit 2 foi lançado em setembro, junto com o SoC (System on a Chip) Qualcomm 3100, e tem melhorias consideráveis comparadas com seu antecessor, lançado no ano passado, como GPS. O visual dele foi inspirado em relógios da Montblanc 1858 Collection — uma linha que eu não conhecia até há pouco e que tem preço que varia entre R$ 14 mil e R$ 130 mil. Por aqui, o Summit 2 tem preços que partem de R$ 4.365 e vai começar a ser disponibilizado nas lojas da marca em dezembro.

A caixa pode ser de aço ou titânio e segue o visual desses relógios chiques, com direito a coroa, dois botões e marcadores de minuto ao redor da tela. A skin principal dele emula o design clássico da marca, mas é possível personalizar com outras mais esportivas ou mais clássicas.

Detalhe da coroa e dos dois botões do Summit 2, da Montblanc. Crédito: Guilherme Tagiaroli/Gizmodo Brasil

Ele tem o novo sistema Wear OS, do Google, mas conta com algumas personalizações da Montblanc. Uma delas é o app Timeshifter, que foi feito para viajantes. A ideia dele é ajudar as pessoas a superarem o jetlag. Então, ele faz sugestões sobre consumo de cafeína, a melhor hora para se dormir e até dá dicas sobre exposição à luz. O app Travel traz informações relevantes de países estrangeiros (como moeda, preço das corridas de táxi e até frases básicas na língua local). Para quem quiser se exercitar, tem o Montblanc Running Coach, que fornece sugestões de treinos de corrida personalizados.

A tela é de 1,2 polegada e sensível ao toque — para conferir mais resistência, ela é revestida de cristal safira. O aparelho conta com um modo relógio, em que sempre fica ligado e com menos conectividade, o que pode dar ao smartwatch ares de um relógio mecânico, de fato (lembre-se, por economia de energia, vários dispositivos desses ficam com a tela apagada e só são ativados quando usados). Neste modo e sem estar pareado, a autonomia de bateria chega a até uma semana. Em uso convencional, utilizando sensores e apagando/desligando a tela, a bateria dura um dia e meio, segundo as previsões da empresa.

Sobre especificações, ele conta com medidor de batimentos cardíacos, GPS, NFC (para pagamentos móveis com o Google Pay), barômetro e 5 ATM de resistência à água (ou, simplificando, o relógio aguenta até 50 metros de profundidade). Além do já mencionado chip da Qualcomm, ele vem com 1 GB de RAM e 8 GB de armazenamento.

Os relógios da série Montblanc Summit 2 serão disponibilizados em dois tamanhos, com caixa de 42 mm ou 46 mm — o que pode ter apelo tanto para o público feminino quanto o masculino. Nos Estados Unidos, o mais barato começa em US$ 995, uma bagatela. Por aqui, o mais barato custa R$ 4.365, enquanto o mais caro chega a até R$ 5.400.

Apesar dos preços de arregalar os olhos, é inegável que se trata de uma opção bem mais barata do que costumam ser os relógios da marca. E isso faz parte de um movimento mais amplo: com a Apple se tornando uma das maiores vendedoras de relógio do mundo, marcas de luxo estão vendendo alternativas menos caras aos seus artigos tradicionais, ao mesmo passo em que tentam entrar em um novo segmento e atingir um público mais conectado.