Apenas duas semanas depois de pousar na Lua, a espaçonave chinesa Chang’e-5 já está de volta à Terra com amostras do nosso satélite natural. A missão é a primeira em mais de quatro décadas a trazer componentes do solo lunar para serem estudados aqui.

O pouso aconteceu nesta quinta-feira (17) na província da Mongólia Interior, na região norte da China. A cápsula agora será enviada a Beijing, onde a Agência Espacial Nacional da China (CNSA) irá transferi-la para o Laboratório de Amostra Lunar no Observatório Astronômico Nacional (NAO) da Academia Chinesa de Ciências. O local foi construído especificamente para o armazenamento, processamento e análise desses materiais.

As amostras coletadas são provenientes de uma região inexplorada da Lua chamada Oceanus Procellarum, ou “Oceano das Tempestades”. Os cientistas acreditam que as pedras nessa área podem indicar a presença de vulcões no passado, o que ajudaria a entender melhor a evolução do nosso satélite natural.

O primeiro passo após abrir a cápsula será separar e armazenar os materiais. A partir daí, os cientistas darão início aos estudos sobre a composição mineral e química das amostras. Parte desse material também será disponibilizada a pesquisadores de outros países, e outra parte ainda será destinada à exibição ao público.

De acordo com a imprensa estatal chinesa, o presidente Xi Jinping escreveu uma carta parabenizando os envolvidos na missão. Ele se referiu à Chang’e-5 como o projeto espacial mais complicado da China, afirmando que o sucesso da missão é um grande marco na indústria espacial do país. Ainda segundo ele, os estudos contribuirão para aprofundar o conhecimento sobre a origem da Lua e a história da evolução do sistema solar.

Após Estados Unidos e a antiga União Soviética, a China é o terceiro país a conseguir trazer amostras da Lua à Terra. A última vez que uma sonda retornou com material do solo lunar foi em 1976, quando a União Soviética lançou a missão Luna 24.

[The Verge, CGTN]