Câmeras mirrorless com lentes intercambiáveis ​​avançaram muito em poucos anos. E, depois de ganharem novos recursos aos poucos, elas finalmente chegaram a um ápice na Sony A7 e A7r. Ambas possuem a fronteira final da qualidade de imagem: um sensor full-frame.

Falamos abaixo sobre a nova Sony RX10, uma point-and-shoot superzoom com sensor de 1 polegada.

Por que exatamente o sensor full-frame é tão crucial? Seu tamanho grande significa que mais luz pode chegar a ele, o que significa melhor desempenho em pouca luz. O campo de visão também é mais amplo do que as câmeras com sensor menor. Por último, um sensor grande permite aquele efeito de profundidade de campo, que borra o plano de fundo e deixa o foco no objeto fotografado.

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As câmeras também usam as lentes E-mount que a Sony desenvolveu para os seus modelos da série NEX ao longo dos últimos anos. É uma jogada ousada para tentar atrair os entusiastas de DSLRs volumosas.

A7

A A7 tem um visual que parece vindo da Sony RX1, NEX-6 e Olympus OM-D EM-1 ao mesmo tempo, como se alguém tivesse reunido todas as peças. Seu corpo resistente a água e poeira possui um novo sensor de 24,3 megapixels e autofoco de contraste híbrido (detecção de fase), que deve tirar fotos rapidamente, assim como a NEX-6. A Sony A7 também possui mira eletrônica OLED de 2,4 milhões de pontos, que lembra muito as câmeras Olympus OM-D.

A7r

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A A7r tem exatamente o mesmo corpo da A7. A diferença está no seu sensor de 36,4 megapixels. É muito pixel! Além disso, a Sony retirou dela o filtro óptico de passa-baixa (low-pass). Ele evita certas distorções de imagem que possam ocorrer devido a limitações do sensor; mas a Sony está confiante de que a A7r não precisa disso. Sem o filtro, a imagem pode ganhar em nitidez.

Além disso, o sensor não possui autofoco híbrido, ou seja: a velocidade do foco automática deve ser menor que na Sony A7.

Ambas as câmeras possuem Wi-Fi , NFC, entradas de microfone e fone de ouvido, e um novo processador BIONZ X que a Sony diz fazer maravilhas para a qualidade JPG; ele também permite vídeo Full-HD em 60fps.

Quando e quanto

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A Sony A7r e A7 estarão disponíveis em dezembro. A câmera A7r custará US$ 2.300 (sem lente), enquanto a A7 será oferecida com lente kit 28-70mm f/3.5-5.6 por cerca de US$ 2.000. Quer só a câmera? Ela custará US$ 1.700. Os preços são bem razoáveis, dado o preço de DSLRs full-frame no mercado: a Canon 6D e a Nikon D600 também custam em torno de US$ 1.700.

Sony RX10: uma point-and-shoot com sensor grande e superzoom

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A Sony também está expandindo sua linha de câmeras point-and-shoot de alto nível com outra fórmula que não vimos antes. A nova RX10 leva o design das câmeras superzoom, populares entre amadores, e insere lentes e um sensor de imagem para entusiastas. Como em toda a linha RX, esta nova câmera promete qualidade de imagem impressionante – mas a um preço elevado.

Sensor e lente

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O RX10 possui o mesmo sensor de imagem da RX100 II e QX100: em testes, seu desempenho é excelente. O sensor Exmor R de 1 polegada é o maior do mercado com retroiluminação. A arquitetura BSI permite à Sony espremer fotodiodos maiores, que por sua vez resultam em melhor desempenho, especialmente em pouca luz. Na prática, isso permite que a câmera tenha a qualidade de imagem de um modelo com sensor (e tamanho) maior.

O que torna a RX10 notável é sua lente 24-200mm (equivalente a 35mm), que fornece zoom de 8,3x em uma abertura máxima f/2.8 constante em toda a faixa de zoom. Isto é incrível e raro em câmeras point-and-shoot. (Normalmente, quando você aumenta o zoom, o tamanho máximo de abertura diminui.)

Corpo e hardware

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Uma vantagem de câmeras superzoom é terem corpos maiores, o que lhes permite ter diversos botões e controles manuais – é o caso da RX10. Além disso, ela possui uma tela LCD basculante de três polegadas. Na verdade, o hardware da RX10 se parece muito com o que você esperaria de uma DSLR barata. A Sony também colocou nela o foco manual, zoom manual, e um anel que deixa você configurar a abertura da câmera.

Quanto às especificações, temos o novo processador de imagem Sony Bionz X, que a empresa diz permitir à câmera criar JPEGs excepcionalmente detalhados, e permite o modo contínuo de até 10 fotos por segundo. O novo processador também permite que a câmera grave em 1920 x 1080 a 60 quadros por segundo – poucas câmeras nessa faixa de preço conseguem fazer isso.

A RX10 também tem Wi-Fi embutido, que permite controlar a câmera remotamente e transferir fotos para o seu smartphone sem fios, usando o app Sony PlayMemories para iOS e Android. Também há NFC para facilitar o emparelhamento.

Quando e quanto

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A RX10 é sensacional. Mas por US$ 1300, ela é muito cara. Para quem realmente é esta câmera?

A câmera tem uma lente fixa por um motivo: muitos pessoas que compram lentes intercambiáveis ​​low-end (mirrorless ou DSLR) nunca trocam de lente. Elas só querem a melhor qualidade de imagem, ou recursos manuais, ou ambos. Ou seja, elas ficariam satisfeitas com uma point-and-shoot com sensor maior e tudo mais.

Só que US$ 1300 é muita grana! Há diversas câmeras com lentes intercambiáveis por esse mesmo preço, e por isso eu temo que não haja um espaço de verdade para a RX10, por mais bacana que ela seja. No mínimo, será interessante ver como o mercado vai reagir com este novo conceito de câmera – a Sony gosta de experimentar.

A RX10 será lançada em novembro.

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