Uma busca rápida no Reclame Aqui pela loja online Kabum revela diversos clientes insatisfeitos com a demora na entrega dos produtos — o que é razoavelmente comum no Brasil. Correram boatos de que a empresa haveria fechado seu centro de distribuição e uma investigação da Policia Federal estaria em curso — como noticiamos por aqui mais cedo. Sabemos que a Receita Federal (e não a Polícia) lacrou por um dia um dos galpões do centro de distribuição da Kabum, mas isso ocorreu para averiguar o “crescimento anormal” da empresa, pelo que nos informou o CEO da empresa, Leandro Camargo. O resumo da novela:

A suspeita de compradores atormentados com atrasos era que a Kabum estaria importando produtos sem autorização, e surgiu quando um cliente da Kabum pediu assistência técnica à Acer para seu notebook recém-comprado. A Acer disse não poder ajudar porque o produto é importado, e a garantia não vale aqui. Como a Kabum vendeu um produto importado, se eles não têm permissão de importar?

Leandro Camargo, presidente-executivo da Kabum, procurou esclarecer toda a situação. No Facebook, ele disse: “Todos os produtos vendidos no KaBuM! são adquiridos no mercado interno, diretamente de fabricantes e distribuidores oficiais”. À Info, ele conta que mantém registros fiscais de todos os produtos que entram e saem do galpão. O atraso nas encomendas foi atribuído a uma falha na impressora usada para endereçar produtos, que afetou “mais de sete mil entregas”, segundo Leandro. A Receita Federal confirmou sua investigação que fez lacrar o galpão da Kabum, porém não forneceu mais informações.

O presidente da empresa reiterou tudo isso hoje pela manhã em uma conversa por telefone, e disse que a investigação da Receita se deveu ao crescimento “muito rápido
da empresa em pouco tempo. Segundo Leandro, os fiscais chegaram ao centro de distribuição e fecharam um (dos 3) galpões por um dia para poderem voltar depois e fazer o trabalho de conferência da mercadoria de maneira mais completa. Nenhuma irregularidade teria sido constatada. A situação está normalizada, de acordo com a empresa, que agora vende e entrega seus produtos sem atrasos. Leandro diz que não há acusação formal por parte da Receita ou da Polícia Federal contra a Kabum.

[Post atualizado e revisado às 14h20 conforme as novas informações]

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