Texugo esfomeado desenterra 209 moedas romanas do século 3

As moedas, encontradas numa caverna na Espanha, parecem ter sido escondidas durante um período de instabilidade política - e ficaram assim até serem reveladas pelo bicho

Moedas Texugo

Imagem: Journal of Prehistory and Archaeology/Reprodução

Uma antiga coleção de moedas romanas foi revelada por um arqueólogo um pouco diferente do normal. O explorador em questão é um texugo, que estava provavelmente procurando por comida na caverna de La Cuesta, nas Astúrias, noroeste da Espanha. 

O animal, insatisfeito com as placas de metal, acabou largando os objetos ao redor de sua toca. Um morador local se deparou com o tesouro e alertou as autoridades, que enviaram uma equipe de arqueólogos à região. 

Processo de escavação na caverna de La Cuesta. Imagem: Journal of Prehistory and Archaeology/Reprodução

No total, foram recuperadas 209 moedas que datam entre os séculos 3 e 5. De acordo com os pesquisadores, as moedas são originárias de lugares como Antioquia, Constantinopla, Tessalônica e até mesmo Londres. A investigação completa foi publicada na revista científica Journal of Prehistory and Archaeology.

Verso da moeda nº 131, a única cunhada em Londres. Imagem: Journal of Prehistory and Archaeology/Reprodução

As peças parecem fazer parte de um conjunto maior, que desapareceu com o tempo. Os arqueólogos sugerem que elas foram colocadas na caverna em tempos de instabilidade política. No século 5, a parte ocidental das Astúrias foi invadida pelo povo suevo, o que pode ter levado parte da população a esconder as moedas por medo de roubos ou ataques.

O texugo também não encontrou o material de forma aleatória. Em janeiro de 2021, a Espanha enfrentou a nevasca Filomena, que levou níveis recordes de neve ao país. Diante do drama invernal, muitos animais tiveram que buscar comida em lugares alternativos. O texugo arqueólogo acabou recorrendo à caverna de La Cuesta – mas provavelmente não saiu tão feliz quanto os historiadores.

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