Muitas são as discussões que envolvem o conceito de humanos e máquinas se tornando um ser único. E eu não duvido que, daqui a alguns anos — muitos, muitos anos, na verdade —, seremos capazes de acoplar membros inteiros em nosso corpo. Enquanto isso não acontece, estão surgindo alguns “protótipos”, por assim dizer. Um deles é esse aí: uma pulseira com apoio para quem não está muito a fim de segurar o smartphone com as próprias mãos.

O acessório é criação da japonesa Thanko. A empresa já é conhecida por fabricar produtos de caráter duvidoso, mas que podem, sim, ser de utilidade para uma parcela dos consumidores. Entre as principais criações da companhia estão uma panela elétrica de arroz de dois andares, um lava-louças portátil motorizado e um ar-condicionado de axilas movido por bateria que promete eliminar manchas embaixo do braço (a famosa “pizza”).

No caso da pulseira com suporte para smartphone, o funcionamento é bem simples: uma tira de material resistente vai em volta do pulso e, usando um mini braço mecânico, é possível colocar um celular no apoio para não precisar segurá-lo com as mãos. O braço, que lembra bastante os suportes de smartphone para carros, é articulado, o que significa que pode ser girado e ajustado de acordo com as necessidades do usuário.

Convenhamos: é uma ideia bem simples e que oferece uma funcionalidade genuinamente útil, desde que você aceite pagar o preço de ser visto por aí com um treco desses pendurado no pulso. Por exemplo, embora já exista um suporte que fica paradinho no centro do guidão de uma bicicleta, você pode usar o produto enquanto anda de bike e aproximar mais o telefone do rosto (quando estiver parado em segurança) para visualizar melhor a tela.

A Thanko também sugere outros usos, como permitir que alguém use um smartphone enquanto segura um suporte de segurança dentro do metrô, ou torná-lo acessível enquanto as mãos de um usuário estão fotografando com uma câmera maior.

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No Japão, a engenhoca custa o equivalente a R$ 95 (ouch!). Quanto tempo até ela ganhar uma versão brasileira e mais barata no comércio popular?