O Tidal, controverso serviço de música por streaming do rapper Jay-Z, chegou nesta terça-feira (29) ao Brasil, seis meses depois do lançamento oficial nos EUA. Novos usuários poderão testar o serviço gratuitamente por um mês.

Assim como no restante do mundo, o Tidal chega ao Brasil em duas categorias:

Tidal Premium: streaming padrão, acesso total a biblioteca de mais de 30 milhões de músicas e playlists com curadoria especializada por R$ 14,90.

Tidal HiFi: a categoria carro-chefe do serviço, que oferece streaming de alta qualidade com a tecnologia LossLess, que permite uma maior qualidade de som; acesso a biblioteca de mais de 30 milhões de músicas e playlists com curadoria especializada por R$ 29,80.

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Os valores em reais foram mostrados em junho pelo site oficial do serviço. O funcionamento dele, entretanto, só teve início agora no país.

Além do plano individual, o Tidal também oferece planos familiares para até quatro pessoas por conta. No caso do Tidal Premium, são adicionados cerca de R$ 5 para cada membro extra (um plano com quatro membros custará R$ 29,95 ao mês, por exemplo); o Tidal HiFi, por sua vez, adiciona R$ 10 para cada membro extra (um plano com quatro membros sai por R$ 59,95).

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O Tidal está disponível em apps para PC, Mac, dispositivos iOS e Android e em versão web. O serviço também promoverá conteúdo exclusivo de artistas brasileiros, como Pearls Negra, Tiê, João Brasil, Don L, Familia Madá, FingerFingerrr e Felguk, semanalmente.

Lossless

Criado pela empresa escandinava Aspiro, o Tidal promete entregar músicas em alta qualidade (16-bit FLAC) por streaming graças à tecnologia conhecia por lossless, na qual a perda de qualidade sonora é mínima — como comparação, enquanto Spotify e Apple Music oferecer músicas em 320 kbps, o Tidal HiFi as entrega em até 1.411 kbps.

É uma qualidade claramente maior, mas que não faz tanta diferença assim para ouvidos não treinados — ou seja, a vasta maioria das pessoas. Você pode fazer um teste neste link que compara as duas qualidades sonoras, para saber se o plano mais caro (e de maior qualidade) vale para você.

Jay-Z

O Tidal foi comprado pelo rapper Jay-Z em janeiro deste ano por US$ 56 milhões. A ideia do cantor era reestabilizar o valor da música, criando um lugar onde artistas e fãs pudessem andar juntos, além também de tirar o poder criativo das da tecnologia e gravadoras e devolvê-los aos artistas. Durante a cerimônia de lançamento, que contou com grandes nomes da música, como Madonna, Alicia Keys, Jack White, Daft Punk, Beyoncé e Rihanna, apresentava o serviço como “a mais revolucionária plataforma de música e entretenimento já feita”.

Um projeto ambicioso, mas que não trouxe muitos resultados até então. Em março, o Tidal tinha apenas 540.000 assinantes — contra 15 milhões do Spotify, segundo o Business Insider. Além disso, o serviço foi alvo de críticas ao levar artistas bilionários consagrados para “salvar a classe artística”.

O Tidal não é o serviço de streaming para qualquer ouvido e ele precisará correr muito para alcançar a base de usuários do Spotify e até do Apple Music, que também passará a ver se o seu serviço vale a pena quando começar a cobrar seus usuários a partir do mês que vem.