Construída em 1887, a Torre Eiffel está enfrentando prejuízos decorrentes da queda no número de visitantes e com os altos custos de sua reforma –preparando-a para os Jogos Olímpicos de Paris, em 2024.

Após dois anos de pandemia, o turismo na França ainda está se recuperando. Desde o início do ano, a torre recebeu 1,6 milhão de visitantes, mas esse número ainda é 10% menor do que em 2019. A meta é chegar a 5,5 milhões de visitas neste ano.

Porém, atingir essa meta não será algo fácil. Em entrevista para a Agência France-Presse (AFP), Jean-François Martins, presidente da Société d’Exploitation de la Tour Eiffel (Sete) – que administra a Torre Eiffel –, afirmou que 2022 será mais um ano difícil.

Segundo Martins, 15% de todas as visitas feitas neste ano ao marco parisiense são de cidadãos franceses. Outros 17% foram de americanos e 60% de europeus. Porém, ele ressalta que existe uma ausência de turistas de “mercados distantes”, principalmente da Ásia.

Custos com a reforma aumentam

Apesar de levantar um financiamento de 60 milhões de euros em 2021, “esta nova situação de défice exigirá muito provavelmente uma nova recapitalização”, por parte dos acionistas da operadora Sete, disse Martins.

Os custos para o trabalho de pintura da estrutura subiram de € 50 milhões para 92 milhões de euros (ou 98,2 milhões de dólares), após a descoberta que em camadas anteriores de tinta havia a presença de chumbo venenoso.

Além disso, a Torre Eiffel também tem demandando um aumento na operação policial, para reprimir batedores de carteiras e vendedores ambulantes não autorizados. O presidente da Sete fez um apelo para que esse policiamento se torne permanente no local.

De acordo com a AFP, a França é o principal destino turístico do mundo há mais de 30 anos. Em 2019, estima-se que 90 milhões de estrangeiros visitaram a França, com o turismo representando 8% do PIB do país.