O Trello, uma ferramenta para organização de projetos e equipes — que, aliás, usamos bastante aqui no Gizmodo Brasil! — ganhou tradução para o português esta semana. Este foi o primeiro passo da operação nacional da empresa.

O Brasil foi o escolhido para o primeiro lançamento fora dos EUA da empresa. Em evento realizado na última quarta-feira, Michael Pryor, CEO da Trello Inc., disse que os brasileiros são extremamente receptivos a novas ferramentas, por isso a aposta. Um dos usos mais criativos da ferramenta também veio daqui: em 2013, em meio à onda de protestos, o Trello foi usado para organização e discussão de ideias para melhorar o país.

Além da versão em português brasileiro, o Trello também lançou com um blog, uma página no Facebook, uma conta no Twitter e uma seção de quadros de modelo, tudo no nosso idioma. O próximo passo é oferecer pagamento em reais para os planos premium e para empresas, o que ainda depende de mais estrutura. Também está a caminho um modo offline que, mesmo global, seria muito útil especialmente por aqui.

Lançado em 2011, o Trello foi criado por Joel Spolsky (o dono do Taco, o husky que serviu de inspiração para o mascote ali de cima) como um projeto da Fog Creek Software — a mesma empresa que fez o Stack Overflow, site de perguntas e respostas para os programadores que estão precisando de uma ajudinha com o código. De lá para cá, o sucesso fez o Trello se tornar, em julho de 2014, uma empresa própria, a Trello, Inc.

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O Trello usa quadros para a organização de projetos. Cada quadro tem suas listas, cada uma com cartões, cada cartão com listas de itens, comentários, anexos e tags. Sim, se você já ouviu falar no método Kanban, pode estar pensando nele — foi uma inspiração, mas Spolsky diz queria ir além das listas de To Do, Doing e Done. “É como o Excel, você tem linhas e colunas, mas pode usar para planilhas, calendários ou o que quiser. Nós queríamos que o Trello pudesse ser usado por todo mundo.”

Estar disponível para todos, inclusive, é a estratégia para fazer o Trello crescer. Apesar de alguns recursos estarem disponíveis apenas nas versões pagas — como planos de fundo e anexos maiores na versão premium e opções de controle na versão para empresas –, Alexia Ohannessian, a responsável por organizar a operação do Trello no Brasil, diz que o produto básico vai ser sempre gratuito e sem anúncios. Com mais gente usando, o Trello acredita que mais empresas verão o valor da ferramenta e aderir aos planos mais completos.

Nos primeiros dias do lançamento da versão no idioma local, os brasileiros passaram de 5% a 10% entre os novos cadastros no Trello. Dos 8,5 milhões de usuários cadastrados, 300 mil são do Brasil. Parece que a primeira parte do plano está dando certo.