Na manhã desta sexta-feira (26), o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), realizou uma coletiva de imprensa para anunciar o pedido de autorização à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para iniciar os testes de fase 1 da ButanVac, vacina contra Covid-19 desenvolvida pelo Instituto Butantan. Passaram-se apenas algumas horas e já recebemos a notícia de que mais outras três vacinas nacionais também solicitaram a aprovação da agência para iniciar os ensaios com voluntários. O anúncio mais recente foi feito por Marcos Pontes, ministro de Ciência, Tecnologia e Inovações.

De acordo com o site da Anvisa, a agência recebeu o pedido de autorização para testes de fase 1 e 2 da vacina Versamune®-CoV-2FC, desenvolvida pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-USP), em parceria com Farmacore e a empresa norte-americana PDS Biotechnology.

A segunda candidata à vacina foi desenvolvida pelo Centro de Tecnologia em Vacinas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em parceria com a Fundação Ezequiel Dias (Funed). Já a terceira é uma iniciativa da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e foi batizada de UFRJ-Vac.

Pontes afirma que as vacinas vêm sendo desenvolvidas desde fevereiro do ano passado. Segundo ele, é importante desenvolver um imunizante nacional devido à possibilidade de adaptá-lo, caso seja necessário, às novas variantes do vírus. Além disso, ele ressalta a questão da soberania nacional, citando as dificuldades de importação das doses de outros países.

Ainda de acordo com Pontes, o intervalo de apenas algumas horas entre os anúncios do ministério e do governo de Doria é apenas “coincidência” e que a ButanVac é algo positivo para o país, já que é importante termos várias vacinas nacionais, defende o ministro. Durante a coletiva de imprensa desta manhã, Doria criticou a postura do presidente Jair Bolsonaro em relação à pandemia, afirmando que a ButanVac é a melhor resposta àqueles que são contra a vacina e a ciência. O governador ainda garantiu que toda a população de São Paulo estará vacinada até o fim deste ano.

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Fontes do Planalto ouvidas pelo UOL afirmam que o cronograma anunciado por Doria de iniciar a produção da Butanvac em abril não é realista, já que as linhas de produção estariam focadas nas vacinas contra a influenza até maio. Eles negam, no entanto, que o anúncio de Pontes seja uma reação ao governador de São Paulo.

[UOL]