O Twitter está se tornando uma plataforma cada vez mais fechada. Além de impor restrições a apps de terceiros, o Twitter cortou o acesso de redes sociais como LinkedIn, Instagram e Tumblr. O que o Twitter está fazendo?

Como aponta o The Verge, “o Twitter escolheu bloquear qualquer um que possa impedi-lo de maximizar toda receita possível” na rede social.

Ou seja, tudo o que não estiver alinhado ao objetivo do Twitter – ganhar dinheiro com tweets patrocinados ou parcerias – pode ir embora. O Twitter não é uma plataforma fechada, mas quem usar esta plataforma para concorrer com o próprio Twitter é uma ameaça em potencial: seja outra rede social, sejam apps de terceiros com milhares de usuários.

Então o Twitter limitou o acesso de grandes apps à sua API. Se o app atingir um limite máximo de usuários, ele precisa pedir autorização ao Twitter para adicionar novas pessoas. Apps como Seesmic, Tweetbot, UberSocial e outros podem ser afetados.

E o Twitter está cortando o acesso de outras redes sociais. O LinkedIn exibia tweets em seus perfis; desde junho, o Twitter bloqueou essa função. Em julho, o Instagram perdeu acesso à sua lista de amigos no Twitter. E este mês, é a vez do Tumblr: não é mais possível procurar amigos do Twitter que tenham blogs lá. O Flipboard pode ser o próximo.

LinkedIn e Tumblr ganham dinheiro com seus usuários oferecendo recursos extras. O Twitter não ganha nada com isso, e bloqueou o acesso à sua API. O Instagram é todo gratuito, mas foi comprado pelo rival Facebook – block neles também.

Mas se o Twitter quer ganhar dinheiro, por que eles não cobram pelo acesso à API? Melhor, por que não criar uma espécie de Google AdSense, exibindo tweets patrocinados em outros sites? Talvez porque, como aponta o The Verge, isso seja difícil demais. O Google passou anos criando sua plataforma; o Twitter teria que começar do zero.

Então eles apenas continuam o que fazem há algum tempo: exibindo tweets patrocinados, e limitando quem possa impedi-los de fazer isto – como outros apps e redes. Isto é bom para o usuário? Bem, isto é ótimo… para o Twitter. [The Verge]

Imagem por Matt Buchanan/Twitter