Um ano de James Webb: veja 10 imagens históricas já captadas pelo telescópio

No seu aniversário de um ano, o telescópio fez mais um registro impressionante; veja esta e outras imagens históricas do espaço
O complexo de nuvens interestelares Rho Ophiuchi, em novo registro do telescópio James Webb. Imagem: ESA/NASA/CSA/Divulgação

Em seu primeiro ano de atividade, o Telescópio Espacial James Webb (JWST) revelou ao mundo uma série de imagens surpreendentes, observações e dados relevantes para a ciência. É o que vamos relembrar aqui no Giz Brasil.

Quando?

O equipamento começou a atuar oficialmente há exato um ano – no dia 12 de julho de 2022, o maior telescópio espacial já lançado pela humanidade teve o início oficial das suas operações científicas. Desde então, contribuiu amplamente para novas descobertas e pesquisas.

1 ano de descobertas do James Webb: de fotos reveladoras a vapor d'água

Renderização sobre o Telescópio James Webb no espaço. Imagem: NASA’s James Webb Space Telescope/Flickr/Reprodução

Quando a NASA, a Agência Espacial Europeia (ESA) e a Agência Espacial Canadense lançaram os primeiros vislumbres do que seu telescópio de última geração era capaz, os astrônomos tiveram uma visão mais profunda das maravilhas do universo, bem como a sociedade. Dos cantos do sistema solar aos confins mais distantes do espaço, o JWST olhou para um amplo espectro de mundos.

No dia em que celebra seu aniversário, o super telescópio fez mais um registro impressionante, que indica como pode ter sido o local de nascimento do nosso Sol.

A história registrada

Veja abaixo o novo e os outros registros que se destacam entre as várias paisagens espaciais captadas dentro do último ano.

1 – Fábrica de estrelas: Rho Ophiuchi

A novidade! Na data que o observatório espacial celebra seu primeiro ano de atividade científica, um novo registro mostra em detalhes o complexo de nuvens Rho Ophiuchi, uma região de formação de estrelas. Trata-se de uma região relativamente calma do espaço, a aproximadamente 390 anos-luz da Terra.

O complexo de nuvens interestelares Rho Ophiuchi, em novo registro do James Webb. Imagem: ESA/NASA/CSA/Divulgação

O complexo é como se fosse uma pequena fábrica estelar, semelhante ao local onde se formou o nosso Sol. Essa é a região de formação estelar mais próxima da Terra.

O JWST capturou recentemente este retrato detalhado de novas estrelas brilhando em meio a um amontoado de gás e poeira. “Nosso próprio Sol experimentou uma fase como esta há muito tempo, e agora temos a tecnologia para ver o início da história de outra estrela”, disse Klaus Pontopiddan, cientista do projeto JWST no Space Telescope Science Institute, em comunicado.

2 – Milhares de galáxias

Essa imagem que mostra milhares de galáxias foi fruto do projeto Prime Extragalactic Areas for Reionization and Lensing Science (PEARLS). As galáxias mais distantes são de aproximadamente 13,5 bilhões de anos atrás, apenas um pouco mais jovens que a idade do universo. Algumas nunca tinham sido vistas antes, enquanto outras emergem mais claras do que nunca com riachos, caudas, conchas e auréolas de estrelas em seus arredores. A observação do JWST foi realizada entre agosto e setembro de 2022.

Imagem: NASA/Divulgação

3 – Chariklo em detalhes

O James Webb é capaz de renderizar detalhes extraordinários sobre corpos celestes relativamente obscuros que não emitem luz. Até agora, o telescópio coletou dados de algumas das atmosferas e até confirmou anéis em torno desses mundos para além do sistema solar.

Um exemplo é o Chariklo, um pequeno corpo que, como o planeta Saturno, possui anéis. Descoberto pela primeira vez em 1997, trata-se de um asteroide gelado, um dos blocos de construção do sistema solar, mas também é conhecido como um planeta menor. É o menor corpo planetário conhecido a ter anéis, e é o maior centauro conhecido até agora.

Imagem: NASA/CSA/ESA/Divulgação

O JWST ajudou a confirmar a existência dos anéis. Embora o planeta esteja a mais de 3 bilhões de quilômetros de Saturno, as observações do JWST podem ser uma mina para obter informações sobre detalhes dos anéis, como suas espessuras e a cor de suas partículas. Essa observação é de outubro de 2022.

4 – A estrela Fomalhaut

Trata-se de uma uma estrela variável localizada a cerca de 25 anos-luz da Terra. Quando o Telescópio Espacial Hubble observou a vizinha Fomalhaut, esta jovem estrela e seu disco pré-planetário pareciam uma névoa oval. Mas as imagens do JWST do ano passado mostram uma imagem mais detalhada. Os novos registros permitiram observar, pela primeira vez, os detalhes das estruturas que compõem o sistema da estrela, incluindo seu próprio “cinturão de asteroides”.

cinturões ao redor da estrela fomalhaut

Cinturões ao redor da estrela Fomalhaut. Imagem: NASA/CSA/ESA/Divulgação

5 – Pilares da Criação

As nebulosas são lugares onde os restos de estrelas mortas se juntam para formar uma nova geração de estrelas. Seus processos são importantes para que os pesquisadores entendam como nascem as unidades mais básicas do nosso universo. A sensibilidade do JWST também pode criar imagens impressionantes desses lugares, como os Pilares da Criação, aglomerados de poeira e gás com tamanho interestelar na nebulosa da Águia.

Imagem: NASA, ESA, CSA, STScI; Joseph DePasquale (STScI), Anton M. Koekemoer (STScI), Alyssa Pagan (STScI)/Divulgação

Nos registros do James Webb eles aparecem nitidamente, com a ajuda do instrumento de infravermelho médio do telescópio. Este berçário estelar fica localizado a 6.500 anos-luz de distância da Terra. Os astrônomos podem usar essas imagens para entender melhor como as estrelas jovens se formam nesta região.

6 – Descobertas na nebulosa de Órion

Em outra nebulosa mais próxima da Terra, a cerca de 1.350 anos-luz de distância, encontra-se Órion. No disco protoplanetário em torno de uma estrela jovem, o JWST descobriu uma molécula especial associada à formação dos blocos de construção da vida. As observações também produziram algumas das mais belas imagens do telescópio.

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Imagem: NASA, ESA, CSA, PDRs4All ERS Team, S. Fuenmayor & O. Berné/Reprodução

7 – Detalhes de Júpiter, Saturno, Urano e Netuno

O JWST passou pelos confins do sistema solar. Com isso, planetas como Netuno e Urano aparecem com uma clareza que não era vista desde as missões do programa Voyager, há muitos anos. No caso de Júpiter e Saturno, o telescópio espacial ofereceu uma grande perspectiva de sua posição próxima à Terra.

Imagens: NASA/ESA/CSA/Divulgação

8 – Encélado

A missão espacial Cassini revolucionou o conhecimento sobre Saturno, suas 62 luas e oito grupos de anéis, e descobriu erupções de gêiseres na lua Encélado. Isso sugere um oceano profundo abaixo da pequena lua, potencialmente capaz de sustentar a vida. De seu ponto de vista distante, o JWST notou uma pluma particularmente massiva emergindo de sua superfície, capaz de levantar partículas de gelo da lua para o resto do sistema de Saturno.

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A lua Encélado, no ponto destacado, e a corrente de vapor d’ádua saindo do pólo sul, abaixo. Imagem: James Webb/NASA/ESA/Reprodução

9 – Galáxia Fantasma

Graças às observações do JWST de galáxias espirais como NGC 628, os astrônomos podem seguir os canais e faixas de poeira e gás formadores de estrelas. Os dados de infravermelho do telescópio revelam a interação entre os fenômenos em escalas grandes e pequenas e oferecem uma maneira de entender como as explosões estelares locais estão relacionadas à grande estrutura geral de uma galáxia. NGC 628 também é conhecida como a Galáxia Fantasma ou Messier 74, e está localizada relativamente próxima, a apenas 32 milhões de anos-luz de distância.

Imagem: NASA/ESA/CSA/Judy Schmidt/Divulgação

10 – Protoestrela L1527

A Protoestrela L1527 tem cerca de 100 mil anos, ou seja, está em seus primeiros estágios de vida. O JWST flagrou este objeto no ano passado, que pode se parecer com a aparência do Sol bilhões de anos atrás. O ponto brilhante no centro desta imagem do JWST representa a estrela. A forma de ampulheta é criada quando a protoestrela e seu disco protoplanetário emanam calor para o manto de material que os envolve.

James Webb fotografa protoestrela

A protoestrela L1527 tem apenas 100 mil anos e está no início de sua formação. Imagem: NASA, ESA, CSA, STScI, J. DePasquale, A. Pagan, and A. Koekemoer/Reprodução

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