Como se não bastasse ser dono de três dos aplicativos mais usados no mundo, Mark Zuckerberg pretende unificar as mensagens deles em um só lugar. O plano foi revelado na semana passada e reforçado pelo CEO do Facebook durante a conferência de divulgação do balanço trimestral da companhia – mas há um porém: o plano é para 2020.

“Sobre a integração que estamos pensando em fazer, realmente está em um estágio muito inicial. Ainda há muitas coisas para resolver”, disse Zuckerberg. Porém, são grandes as chances da integração de infraestrutura acontecer de fato: “Acho que essa é a direção que devemos seguir com mais coisas no futuro”, completou.

Segundo ele, as pessoas iriam curtir uma central de mensagens unificadas por não precisarem pular de uma plataforma para outra. Em um exemplo, ele citou a negociação no Marketplace do Facebook, que às vezes pode acabar no WhatsApp.

O executivo destacou também que o Messenger – combinado com os sistemas de mensagens dos outros apps – poderia servir como uma camada de SMS parecida com o iMessage da Apple.

Um controle mais centralizado desses apps independentes já era um presságio da saída dos cofundadores dessas plataformas. Nos últimos anos, saíram Kevin Systrom e o brasileiro Mike Krieger, do Instagram; e Jan Koum e Brian Acton, do WhatsApp. Todos eles supostamente bateram de frente com as diretivas de Zuckerberg, que, como agora sabemos, envolvia tirar a autonomia desses apps.

Os apps devem operar como produtos independentes, embora com um backend e gráfico social interoperáveis — uma mudança que “requer milhares de funcionários do Facebook para reconfigurar como o WhatsApp, Instagram e Facebook Messenger funcionem em sua forma mais básica”.

Quem está de olho nessa movimentação são órgãos na União Europeia. Na Irlanda, uma comissão de proteção de dados já solicitou à rede social um “resumo urgente do que está sendo proposto”. Essa comissão é responsável pela regulação do Facebook na União Europeia e afirma saber que os planos ainda não se materializaram. A intenção é garantir desde já que a companhia irá cumprir com as regras da GDPR, a lei de proteção de dados europeia.

[The Verge]