A Verizon anunciou nesta segunda-feira (3) que está vendendo oficialmente seus ativos de mídia — que incluem marcas como AOL e Yahoo — para a empresa de gestão de investimentos Apollo Global Management por US$ 5 bilhões (cerca de R$ 27 milhões). Mesmo com a venda, a operadora vai manter uma participação de 10% sobre os ativos referente ao Yahoo, que continuará se chamando assim.

A notícia da venda pode não ser tão surpreendente. Afinal, tanto AOL quanto Yahoo já vinham perdendo o brilho de uma época em que as duas figuravam entre as empresas dominantes na internet. O que mais chama atenção agora é que a venda foi feita por um valor muito abaixo do que a Verizon pagou pelas companhias.

Para se ter uma ideia, a Verizon comprou a AOL em 2015 por US$ 4,4 bilhões (R$ 23,9 bilhões), e gastou quase a mesma quantia em 2017 para adquirir o Yahoo por US$ 4,5 bilhões (R$ 24,4 bilhões). Ou seja, foram gastos quase US$ 10 bilhões para a operadora ter as duas marcas sob sua tutela. Como aponta o Wall Street Journal, o objetivo era ressuscitá-las e aumentar novamente o tráfego de usuários que ambas tinham quando ainda eram populares.

Bem, pois ao que tudo indica, a Verizon falhou nessa missão. A previsão é que o acordo com a Apollo seja fechado no segundo semestre deste ano.

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Embora o acordo com a Apollo seja o último negócio de mídia que a Verizon precisa se desfazer, esta não é a primeira vez que ela tenta se livrar de seus ativos de mídia nos últimos anos. Em 2019, a Verizon vendeu o Tumblr por cerca de US$ 20 milhões — valor este 20 vezes maior do que o Yahoo gastou em 2013 para adquirir o site por US$ 1,1 bilhão. Um ano depois, em 2020, a Verizon vendeu o Huffpost (antigo Huffington Post), anteriormente pertencente à AOL, para o BuzzFeed, que por sua vez demitiu dezenas de funcionários como parte dessa aquisição.

Mesmo com a venda do AOL e do Yahoo, a Verizon ainda mantém alguns de seus principais ativos em sites de mídia, entre eles o Engadget e o TechCrunch.