Uma análise dos destroços do avião do voo MH370 da Malaysia Airlines sugere que a aeronave sofreu uma forte descida antes de cair no oceano e estava com os flaps retraídos, indicando que ela não estava se preparando para pousar. O novo relatório também sugere que ninguém estava no controle do avião e que não houve nenhuma tentativa de executar um pouso controlado.

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Desde que a aeronave desapareceu, no dia 8 de março de 2014, duas teorias surgiram. A principal delas indicava que ninguém estava no controle do avião quando ele bateu, mas nos últimos meses – e levando em consideração o fato de que o local primário com os destroços ainda não foi encontrado – uma teoria alternativa ganhou força, sugerindo que alguém estava no controle, colocando o avião num planeio que poderia triplicar o tamanho da área de busca.

O relatório compilado pelo Escritório para a Segurança no Transporte da Austrália (ATSB, na sigla em inglês), que está liderando as buscas, coloca essa teoria alternativa em xeque. Uma análise de dados de satélite sugere que o avião estava numa “forte e crescente descida” nos seus momentos finais. Estimativas apontam que a aeronane estava despencando a uma taxa de 12.000 pés por minuto (217 km/h) quando se chocou com a água, provavelmente se desintegrando com o contato.

Além disso, uma parte da asa que foi encontrada na Tanzânia estava em posição retraída, e não desdobrada. Pilotos geralmente abrem os flaps num pouso controlado.

“[Isso] significa que o avião não estava configurado para aterrissar. Podem tirar suas próprias conclusões em relação se isso significa que alguém estava no controle”, disse o diretor de buscas da ATSB, Peter Foley. “Você não pode ter 100% de certeza. Nós estamos muito relutantes em expressar absoluta certeza.”

Esse é um grande revés para aqueles que esperavam o início de uma busca numa área maior. Os investigadores atualmente estão vasculhando uma área de 120 mil quilômetros quadrados no oeste da Austrália. Se nenhuma nova evidência surgir nos próximos meses, as autoridades irão encerrar as buscas em fevereiro de 2017 – quase três anos depois do avião desaparecer com 239 pessoas a bordo.

[The Wall Street Journal, Associated Press]