Poucas pessoas já pisaram em um barco feito pelo estúdio de design Wally — a fabricante dos iates mais rápidos do planeta — e menos ainda já estiveram dentro da sua barulhenta e quente oficina em Monte Carlo. O fotógrafo britânico Benedict Redgrove é um deles. Veja como um iate de US$ 33 milhões se parece antes de receber camadas de tinta e couro.

Chamar as máquinas da Wally de “barcos” é quase uma ofensa — essas gigantescas e caríssimas embarcações são quase de outro mundo em termos de proporção. Mas os clientes que gastam milhões de dólares em barcos permitem que os engenheiros da Wally invistam em alguns projetos de P&D malucos. Por exemplo, o modelo 118 deles (que só teve um exemplar construído) tem um casco de fibra de vidro profunda e fibra de carbono que foi desenvolvido com uma instalação naval sueca e testado no túnel de ar da Ferrari. Eles também estão trabalhando em uma “ilha flutuante” chamada Gigayatch, tão grande que precisa, de verdade, de um novo nome. Outro que não seja “megayatch”.

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Redgrove foi convidado a entrar no estúdio para tirar fotos do processo de construção da frota da Wally, que tem no acervo o iate mais rápido do mundo. “Era incrivelmente quente lá dentro e, nos barcos, era ainda mais”, disse ele por email. “Eu e meu assistente estávamos pingando suor, literalmente, mas como tínhamos um tempo limitado para fazer as fotos, seguimos em frente.”

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Os iates da Wally ganharam o Compasso d’Oros (um prêmio de design industrial europeu fundado por Gio Ponti em 1954) duas vezes nos últimos anos. As fotos de Redgrove nos mostram as imaculadas docas brancas onde os protótipos da Wally ganham forma sob a supervisão dos designers da empresa. É um raro vislumbre de um mundo raro, e mesmo se de causa enjoo a ideia de um barco que custa US$ 33 milhões e bebe 56 litros de combustível para cada milha náutica (cerca de 1,8 km), é difícil negar que essas coisas são lindas. [Benedict Redgrove]

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