por Felipe Ventura e Carlos Rebato

A Xiaomi está na feira Mobile World Congress e apresentou seu mais novo flagship: o Mi5 tem especificações de respeito e custa muito menos que a concorrência.

O Xiaomi Mi5 possui tela de 5,15 polegadas com resolução Quad HD (2560 x 1440). Fizemos um teste rápido e olha, essa tela é uma maravilha, facilmente tão boa quanto a do Galaxy S7.

A empresa diz que este display IPS consome 17% menos energia que telas similares. Ela pode chegar a um brilho forte de 600 nits, o suficiente para ser visível sob luz forte; e também atingir 1 nit para uso noturno.

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O Mi5 tem uma sensação premium, com bordas metálicas que lembram o Galaxy S7 Edge. O dispositivo é bem fino, em parte por causa do afunilamento na borda; e a moldura da tela também é fina – você pode alcançar a maior parte do display com o polegar. A traseira é feita de um material cerâmico altamente polido, e é ligeiramente curvada nas bordas, tornando-a confortável de segurar.

Este é o primeiro smartphone da empresa com leitor de digitais na parte da frente (eles costumam ficar na traseira). Ele também funciona como botão Home.

Por dentro, temos o poderoso Snapdragon 820, 3 ou 4 GB de RAM (dependendo do modelo) e opções de 32/64/128 GB de armazenamento – que não é expansível. Com base no que vimos, não havia qualquer lag na interface do usuário: o dispositivo respondia rápido o tempo todo.

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A câmera traseira conta com um sensor de 16 megapixels e lente de seis componentes. O sensor da Sony possui uma tecnologia de isolamento de pixels, separando as cores entre eles para reduzir o ruído nas imagens. É difícil julgar a câmera após poucos minutos de uso, mas as fotos que tiramos pareciam boas.

Há aqui uma estabilização óptica de imagem de quatro eixos (geralmente são dois). No entanto, algumas das fotos ficavam borradas se eu movesse o dispositivo um pouco mais do que o normal.

Enquanto isso, a câmera frontal de 4 MP possui pixels bem grandes de 2 mícrons, que absorvem mais luz e permitem tirar selfies melhores sob condições ruins de iluminação.

A bateria de 3.000 mAh tem suporte a Quick Charge 3.0, que promete levar a bateria de zero a 80% em cerca de meia hora. Há uma porta USB Type-C para carregamento. São 7,25 mm de espessura e 129g.

O Mi5 roda MIUI 7, a variante do Android criada pela Xiaomi. Ele traz as melhorias do Marshmallow, como o Doze (que economiza bateria limitando apps em segundo plano), além de recursos adicionais que detalhamos aqui.

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Existem três modelos do Mi5. A versão de 32GB/3GB de RAM tem traseira de vidro e custa o equivalente a R$ 1.200. Há uma versão intermediária de 64 GB por R$ 1.400; e também o Mi5 Pro, com 128 GB/4 GB de RAM e uma traseira de cristal cerâmico que se curva nas bordas, e que custa o equivalente a R$ 1.600.

São preços bastante competitivos, e que devem acirrar a disputa da Xiaomi com outras fabricantes. Vale lembrar que, na China, ela foi a empresa que mais vendeu smartphones no ano passado, seguida pela Huawei e Apple.

O Xiaomi Mi5 será lançado nas cores preto, branco e dourado em 1º de março na China, e depois na Índia. Ainda não sabemos quando (ou se) ele virá ao Brasil.

[XiaomiEl Androide LibreVentureBeat]

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Atualizado com hands-on às 9h22.

Confira abaixo os principais lançamentos do Mobile World Congress 2016: