Além da maior crise sanitária do século, a pandemia de Covid-19 evidenciou um problemão para praticamente todas as empresas de eletrônicos: a falta de chips. E isso promete refletir diretamente no bolso dos consumidores, já os aparelhos podem ficar mais caros devido à escassez de componentes usados na fabricação desses dispositivos.

A afirmação é de Xiang Wang, presidente da Xiaomi. Durante a divulgação dos resultados financeiros do últimos semestre de 2020 na última quarta-feira (24), o executivo declarou que, por falta de chips, os custos da companhia subiram de forma expressiva nos últimos meses. Para o usuário final, a consequência disso é que alguns produtos devem chegar ao mercado custando mais.

“Continuaremos otimizando os custos dos nossos dispositivos de hardware, com certeza. Para ser honesto, continuaremos fazendo o nosso melhor para oferecer o melhor preço que pudermos aos consumidores. Mas às vezes, talvez tenhamos que repassar parte do aumento de gastos para o consumidor em diferentes casos”, disse Wang. As informações são da Reuters.

Apesar de não ter preços muito convidativos aqui no Brasil, a Xiaomi é conhecida em outros países pelos aparelhos com bom custo-benefício. Não que a escassez de chips prejudique essa estratégia, mas era de se esperar que, com menos peças e uma demanda maior, esses componentes usados em tablets, smartphones e outros eletrônicos ficassem mais caros nas mãos das fabricantes.

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A falta de chips começou a ser notada no final do ano passado. Primeiro, o fenômeno atingiu a indústria automotiva, mas se expandiu rapidamente para vários setores que utilizam esses chips em diversos produtos, entre eles celulares. Consoles de videogame também enfrentam uma escassez fora do comum, dificultando a fabricação de aparelhos como PlayStation 5 e Xbox Series X|S.

A Qualcomm, uma das maiores fabricantes de chips do mundo — e talvez a maior fornecedora para empresas de smartphones que não sejam iPhones —, tem enfrentado dificuldades para atender a demanda das principais marcas de telefones móveis. No entanto, a companhia ainda não sabe até quando conseguirá manter esse ritmo de produção e manter os pedidos em dia.

[Reuters]