Após meses de testes na Índia, o YouTube lançou seu clone do TikTok para usuários dos Estados Unidos. Desde a última quarta-feira (17), é possível utilizar o YouTube Shorts no continente, e o objetivo é exatamente o mesmo do rival: criar vídeos curtos na tentativa de viralizar dentro da plataforma.

Desde que começou a ser testado, o Shorts parecia literalmente uma cópia do TikTok: os usuários podiam gravar seus clipes sobre música, aumentar ou diminuir a velocidade dos segmentos e juntar clipes mais curtos graças ao recurso de “câmera multissegmento”.

Com a ampliação do testes para um número maior de pessoas, o YouTube apresenta uma amostra de novos recursos que podem chegar na versão final da ferramenta. Usuários agora estão livres para coletar trechos de áudio de outros curtas para usar em conteúdos autorais. Nos próximos meses, também será possível usar áudio do arquivo infinito de clipes do YouTube.

Imagem: Google

Criadores dos vídeos originais também terão a opção de definir se outras pessoas poderão usar esses trechos de áudio — possivelmente uma forma das empresas evitarem que os usuários burlem direitos autorais. No entanto, o YouTube parece que não quer que isso aconteça, já que firmou licenças de uso das músicas de centenas de gravadoras e editoras, incluindo Sony, Universal e Warner Music Group. É bem provável que qualquer música que você pensar poderá ser usada na criação de vídeos curtos do YouTube Shorts.

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Embora o Shorts esteja oficialmente nos EUA desde ontem, o blog do YouTube observa que esse será um lançamento “gradual” nas próximas semanas. Para destacar a chegada do recurso, o site já começou a exibir na página inicial um anúncio do Shorts, junto com uma nova “experiência de assistir”, que permite aos usuários deslizar verticalmente entre um vídeo e outro. Bom, não é lá muito diferente do que já existe no TikTok e em todos os outros concorrentes, não é mesmo?

Falando nisso, ainda é cedo para prever se o YouTube Shorts terá o mesmo sucesso da maioria dos apps rivais. Quando o Instagram Reels foi lançado, ele não foi tão bem aceito por ser uma imitação barata do TikTok. A investida do Snapchat com o Spotlight, por sua vez, foi chamada de “grotesca” e bagunçada. Se o YouTube quiser fazer isso direito, vai precisar de mais do que um enorme catálogo de músicas para alcançar esse objetivo.