O YouTube anunciou que vai expandir o uso do Shorts para usuários dos Estados Unidos a partir de março. A ferramenta é a resposta do site de vídeos ao TikTok e ao Instagram Reels, permitindo a criação de clipes curtos, do mesmo jeito que acontece nas plataformas concorrentes.

Por enquanto, o recurso será disponibilizado para residentes dos EUA em fase beta — qualquer pessoa poderá se inscrever. Em contrapartida, Neal Mohan, chefe de produto do YouTube, não forneceu uma data específica para que a novidade (“novo” no caso do YouTube, né?) seja lançada em sua versão final.

O YouTube Shorts funciona de maneira semelhante aos concorrentes: você pode assistir e criar vídeos curtos, com até 15 segundos de duração cada. O recurso é embutido no próprio aplicativo do YouTube, e não em uma ferramenta dedicada, como o TikTok.

Já era esperado que o YouTube Shorts fosse levado a outros países, dado o sucesso da função na Índia, onde está sendo testado há alguns meses. De acordo com Mohan, desde dezembro, “o número de canais indianos que usam as ferramentas de criação do Shorts mais que triplicou”, alcançando a marca de 3,5 bilhões de visualizações globalmente.

Também não é uma surpresa que o Google queira abocanhar uma parte desse mercado de vídeos curtos. Em novembro de 2020, o TikTok triplicou o número de usuários quando comparado à base de inscritos em 2018. Desde então, o aplicativo registra picos de 1 bilhão de usuários ativos mensalmente, número este que foi influenciado pela pandemia de coronavírus: com mais gente em casa, mais pessoas se sentem à vontade para navegar pelo app e/ou fazer os próprios vídeos.

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Além da expansão do Shorts para os EUA, o YouTube anunciou novas formas de monetização para os criadores de conteúdo da plataforma. Uma das novidades é uma função chamada “aplauso”, que vai permitir aos seguidores de um canal comprar uma animação de palmas para aparecer no topo de um vídeo. Os criadores ganharão uma determinada porcentagem de cada aplauso.

Outro update é a integração dos vídeos com o e-commerce, para que os usuários possam comprar itens diretamente pelos conteúdos assistidos no momento. Segundo o YouTube, donos dos canais poderão colocar tags em produtos ou itens que aparecem em seus vídeos e oferecer aos usuários a opção de adquiri-los sem sair do site. Essa função ainda vai demorar para ser lançada – a previsão é que aconteça só no final deste ano – e estará limitada em apenas duas categorias (eletrônicos e produtos de beleza).

[YouTube, Business Insider, The Verge]