Um filhote de orangotango de Sumatra nascido no zoológico Audubon, nos EUA, está recebendo um tratamento de dar inveja. O pequeno, que veio ao mundo no último dia 24 de dezembro, é acompanhado de perto por especialistas o dia todo, sete dias por semana. 

Há uma explicação para tanto mimo: o recém-nascido é um exemplar raro. A IUCN (sigla em inglês para União Internacional para a Conservação da Natureza) considera o orangotango-de-sumatra como um animal “criticamente ameaçado” de extinção. As principais causas pela diminuição de sua população são a caça e a destruição das florestas e pântanos de turfa — bioma típico da ilha de Sumatra onde normalmente é encontrado.

Outro motivo para o cuidado redobrado é sua condição de saúde. Poucos dias após nascer, o orangotango começou a mostrar sinais de fraqueza e falta de amamentação. Ao examinar sua mãe, Menari, os veterinários do zoológico perceberam que a fêmea estava com um problema de lactação.

O filhote passou a ser alimentado por sonda, mas felizmente deixou os tubos no dia 13 de janeiro. Agora, além da equipe de veterinários do Audubon, o orangotango também está sendo acompanhado por fonoaudiólogos, que estão avaliando seu reflexo de sucção. 

Especialistas do Hospital Infantil de Nova Orleans e conselheiros do Plano de Sobrevivência de Espécies de Orangotangos também embarcaram nessa missão. O laboratório do hospital está auxiliando em análises do sangue do animal.

Até agora, parece ter sido detectado no filhote um hipotireoidismo central — estímulo insuficiente da glândula tireoide pelo hormônio TSH. Os veterinários devem continuar realizando exames para confirmar o diagnóstico. Depois disso, o macaco vai receber medicamentos para tratar a condição.

O filhote de orangotango macho, que ainda não foi nomeado, está sendo preparado para voltar para sua mãe. Menari, por sua vez, está recebendo remédios para estimular a produção de leite, enquanto o pequeno aprende a mamar. Devido a sua condição de saúde e estes outros fatores, não é possível afirmar quando o filhote será reintroduzido. 

De toda forma, se a sua história for parecida com a de sua mãe, o final será muito feliz. Menari também foi criada por veterinários no início da vida, sendo reintroduzida por volta dos oito meses. Ao voltar, conseguiu reestabelecer a amamentação. É torcer para que o filhote tenha uma caminhada parecida.