O ator e investidor Ashton Kutcher se uniu a Mark Zuckerberg, criador do Facebook, e Elon Musk, o Tony Stark da vida real – envolvido na estruturação de empresas como Paypal, SpaceX e Tesla Motors. Os três investiram US$ 40 milhões na Vicarious FPC, uma empresa de inteligência artificial.

Segundo o Wall Street Journal, a Vicarious quer replicar o neocórtex, parte do cérebro que processa a linguagem e matemática, controla o corpo e trabalha com as funções sensoriais. Seria um código que faria “o computador pensar como uma pessoa, mas sem ter que comer nem dormir”, diz o cofundador Scott Phoenix.

Para que será usada a inteligência artificial? O Google, que comprou a DeepMind em janeiro, deve usá-la para buscas. A Vicarious tem objetivos mais ambiciosos:

Phoenix espera que, no futuro, os computadores da Vicarious aprendam a curar doenças, criar energia barata e renovável, e executar tarefas que empregam a maioria dos seres humanos. “Nós dizemos aos investidores que, agora, os seres humanos fazem um monte de coisas que os computadores deveriam capazes de fazer”, diz ele.

Por enquanto, o investimento na Vicarious não representa algo para o futuro do Facebook – trata-se de um investimento pessoal de Zuckerberg, diz a assessoria da empresa ao WSJ. Mas Zuck disse recentemente que poderia usar inteligência artificial para identificar objetos nas fotos de usuários, o que ajudaria o Facebook a vender propagandas direcionadas.

Mas ainda vai demorar muitos anos até que a Vicarious lance um produto. Na verdade, a empresa revela pouco sobre sua tecnologia – e nem diz onde fica seu endereço, para evitar espionagem industrial.

Do que a Vicarious é capaz hoje? Ela diz que sua equipe de oito pessoas conseguiu quebrar o código CAPTCHA – aquelas letras e/ou números que você digita para provar que é humano. Em outubro, a empresa disse que consegue quebrar o CAPTCHA 90% das vezes. No entanto, eles não mostram como fizeram isso, já que o software ainda é secreto.

Entre empresas de tecnologia, há um forte interesse em inteligência artificial. No ano passado, o Google comprou um supercomputador quântico junto à NASA para criar o futuro da inteligência artificial. E este ano, a gigante das buscas comprou a DeepMind, uma empresa de inteligência artificial, por US$ 500 milhões.

Mas Phoenix reconhece que ela ainda demorará a virar realidade: ele diz que isso levará mais cinco a dez anos, e precisará de mais engenheiros. [Wall Street Journal via Wired]