Após certa espera, a Adobe lançou hoje a Creative Suite 6 e a Creative Cloud, este último o novo serviço de assinatura que promete programas sempre atualizados e serviços auxiliares por mensalidades relativamente baixas. Há bons motivos para atualizar a suíte composta por Photoshop, Fireworks, Illustrator e outros e, ao que tudo indica, o futuro da Adobe também passa pela computação na nuvem.

A Creative Cloud dá ao usuário acesso a todas as ferramentas da Adobe, sempre atualizadas, em troca de uma mensalidade de US$ 49,99 em um contrato anual. Nesse sistema, o usuário baixa um pequeno gerenciador que dá acesso e controla os programas, que podem ser usados em até duas máquinas diferentes, desde que não simultaneamente.

Ícone da Creative Cloud.Mas não é só no preço “parcelado” e ferramentas atualizadas que reside o apelo da Creative Cloud. A Adobe dará a esses clientes aplicações e recursos exclusivos, como o Muse, ferramenta para desenhar sites visualmente com saída complacente com padrões web; Edge, para “converter” Flash para HTML5; e Typekit, conjunto de fontes especiais que podem ser exibidas na web. Some a isso 20 GB de espaço na nuvem para armazenar projetos e arquivos com a capacidade de compartilhá-los com diferentes níveis de permissão. Assim, é possível dar poderes de edição para um colaborador e apenas de visualização para que o cliente veja o andamento do trabalho.

Além da versão padrão, existem outras. Estudantes e professores desfrutam dos mesmos recursos pagando apenas US$ 30 ao mês. Quem se interessar apenas pelo Photoshop, tem um plano exclusivo, de US$ 20/mês. Para times, há uma modalidade que começa em US$ 70 por “assento”. Usuários de versões antigas da Creative Suite (a partir da CS3) terão um desconto exclusivo, pagando o mesmo que estudantes e professores, US$ 30.

A aposta da Adobe na Creative Cloud é forte. No FAQ do serviço, uma das perguntas deixa isso bem claro:

A Creative Cloud é uma substituta das versões e suítes tradicionais da Adobe?

A Adobe acredita que a Creative Cloud é uma maneira melhor de ter suas ferramentas desktop porque você tem acesso às últimas atualizações e recursos no instante em que são liberados, mais serviços que casam com os workflows de publicação. A Adobe continuará desenvolvendo e vendendo produtos CS individualmente e os clientes poderão comprá-los através da loja virtual da Adobe, de varejistas selecionados e de outras lojas online.”

Para os mais tradicionais, a Creative Suite 6 mantém o esquema antigo de venda pelos preços salgados de sempre. São quatro versões, da Design Standard (US$ 1.299) à Master Collection (US$ 2.599), todas contendo aplicativos atualizados e, segundo a Adobe, bem mais rápidos graças ao motor Mercury Playback. Todos eles também foram otimizados para gerar resultados melhores em HTML5.

Novidades da Adobe CS6.

Além das mudanças gerais, cada aplicativo ganhou novidades individuais. As do Photoshop podem ser vistas no canal oficial do YouTube e englobam desde coisas simples-que-fazem-uma-baita-diferença, como a pesquisa por layers, até outras de cair o queixo, como a geração de sombras em objetos 3D em suas próprias camadas ou a ferramenta “Content aware” (vídeo abaixo). Para saber mais sobre o novo Photoshop CS6, clique aqui e leia nosso review.