Até 1964, não era comum encontrar action figures, ou bonecos para meninos. O primeiro deles foi o G.I. Joe, conhecido no Brasil como “Comandos em Ação”. Este mês, seus fãs comemoram o 50º aniversário de sua estreia.

O G.I. Joe foi criado por Don Levine, chefe de pesquisa e desenvolvimento da Hasbro. Ele era sargento de infantaria do Exército americano, e lutou na Guerra da Coreia. Ele diz à Associated Press que os bonecos são uma forma de honrar os veteranos da guerra.

Levine vendeu a ideia para a Hasbro e, em fevereiro de 1964, a empresa lançou bonecos com os uniformes dos quatro ramos militares dos EUA – soldado, marinheiro, piloto e fuzileiro naval – na feira anual de brinquedos em Nova York. O G.I. Joe chegou às lojas no Natal, custando US$ 4 a unidade, e foi um sucesso imediato.

Os bonecos tinham originalmente 30 cm de altura. No Brasil, eles chegaram pela Estrela só em 1978, com os nomes Falcon e Comandos em Ação. Eles foram fabricados até 1984.

Mas, quando os EUA entraram na guerra do Vietnã, a popularidade das forças armadas caiu rapidamente. Por isso, ninguém queria comprar o G.I. Joe por lá: as vendas ficaram tão ruins que a linha saiu do mercado completamente na década de 1970.

Só em 1982, a Hasbro ressuscitou a marca na variedade moderna de 10 cm, com veículos, acessórios e itens colecionáveis na linha de brinquedos. Foi então que o G.I. Joe ganhou sou principal inimigo: o Comando Cobra, que quer dominar o mundo livre através de terrorismo. Os novos modelos chegaram ao Brasil em 1984, novamente pela Estrela.

A popularidade do G.I. Joe disparou ao longo da década de 80, entrando no Hall da Fama de Brinquedos em 2004. No Brasil, a própria Hasbro está importando os bonecos, a fim de promover os filmes do G.I. Joe. Ele continua a ser uma marca popular até hoje; o terceiro filme sobre os bonecos está atualmente em produção. E o Cobra ainda está foragido. [CBS – ABC – Stars and Stripes]