Seja pela curiosidade ao mexer nos menus da sua TV, ao se deparar em um barzinho ou pela real necessidade, motivo pelo qual o recurso foi criado, a maioria já se deparou com o closed caption, a transcrição em tempo real do que é falado na TV. O recurso não é novo, mas ainda suscita muitas dúvidas. Você sabe como ele funciona?

EstenógrafoO UOL Tecnologia publicou uma explicação bastante didática sobre o closed caption. Existem duas grandes formas de “fazê-lo”, a manual, onde uma pessoal digita o que a pessoa que aparece em frente as câmeras diz em tempo real em um estenótipo, espécie de teclado reduzido como esse da foto ao lado, e o automático, onde um software transcreve o que o profissional repete das cenas. Pela própria natureza, o primeiro tipo é mais comum em transmissões ao vivo, ao passo que o segundo é bastante usado em programas gravados.

Uma preocupação importante dos profissionais da área é a de passar, além das falas, os barulhos do ambiente e outros efeitos sonoros. Às vezes eles são parte imprescindível da cena, logo, não podem ser descartados. O trabalho é minucioso e, no caso do material gravado, estima-se que para cada hora de vídeo são gastas, entre transcrição e revisão, de 3 a 5 horas.

Se você já parou para prestar atenção nas legendas, deve ter reparado que erros são comuns, infelizmente. Segundo Leonardo Coelho David, fundador da Closed Caption Brasil, isso é um misto de displicência na produção de legendas e, em menor parte, erros humanos — por melhor digitador que alguém seja, é difícil alcançar 100% de acerto. Ele reclama que as emissoras não ligam tanto para o recurso, um sinal de desrespeito com os deficientes auditivos, 9,8 milhões de pessoas no Brasil segundo dados recentes do IBGE

Para funcionar, a tecnologia do closed caption “rouba” algumas linhas da imagem para inserir as legendas, que vão junto com o sinal de som e imagem, mas ficam ocultas (daí o outro nome pelo qual é conhecida, a “legenda oculta”). Ao ativar o recurso na TV, a passagem da legenda é liberada.

Hoje todos os aparelhos vendidos contam com closed caption e desde 2006, com a aprovação da Norma Complementar nº 1/2006 pela Portaria nº 310 do Ministério das Conunicações, as emissoras são obrigadas a exibirem uma quantidade mínima de programação com suporte a legenda oculta, quantidade essa que aumenta gradativamente com o passar dos anos.

Para mais detalhes e histórico do closed caption, leia a reportagem do UOL. [UOL Tecnologia. Foto: Werllen Castro/Flickr]