O computador do Tom Gerdhardt é nojento. Eu o encontrei ao seguir os ruídos de lama sendo patinhada na exibição de primavera ITP da Universidade de Nova York. Toda a interface com o usuário e o display eram basicamente um gigantesco amontoado de imundície molhada. Isso mesmo, um perfeito lamaçal.

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Ao esmagar, patinhar, puxar, socar, etc….os usuários controlam jogos, simuladores e ferramentas expressivas, interagindo com um computador de uma maneira nova e inteiramente orgânica. Originada pela motivação de estreitar o abismo entre nossos corpos e o mundo digital, a Banheira de Lama liberta o tradicional modelo de interação com o computador da sua rigidez, permitindo que os humanos usem seu bem-desenvolvido sentido do tato e suas capacidades de raciocínio criativo de maneira mais natural.

 

Eu não consigo de maneira nenhuma imaginar uma maneira de esta interface com o usuário tornar-se qualquer outra coisa além de uma mutação interativa do mesmo tipo de diversão que tínhamos quando crianças ajudando a mamãe no jardim, brincando na praia enquanto a onda vinha derrubar tudo ou sentando em uma caixinha de areia logo após uma chuva pesada. Até aí, por mim tudo bem.

Imagine usar isso para modelar as entranhas dos prédios, os primórdios de um novo design de carro ou qualquer outro número de representações físicas que antes exigiam amplo conhecimento de CAD. Agora não mais. Basta botar a mão na massa com a sua interface com usuário de lama. E começar a comprar lencinhos úmidos no supermercado. [Tom Gerhardt at ITP]