Na verdade, a reportagem do New York Times é meio vaga. O que eles dizem: 

A Amazon oferece versões para o Kindle da maioria dos best-sellers por US$9,99, bem menos que os 26 dólares que as editoras cobram por um livro de papel. Em conversas iniciais, o Google disse que irá permitir que as editoras decidam o preço dos e-books.

OK, e-books podem sair mais caro. O que mais?

A Google planeja vender acesso online a versões digitais de vários livros aos leitores. Os leitores ainda teriam acesso offline a seus livros a partir de um navegador.

E esta solução usaria um navegador com o Google Gears. Um navegador para e-books seria interessante, mas com certeza esse browser vai suportar outros formatos de e-book, assim como no passado, não? 

O programa do Google permitiria aos consumidores ler livros em qualquer dispositivo com acesso à internet, incluindo celulares, em vez de se limitar a dispositivos exclusivos para leitura como o Amazon Kindle. "Não acreditamos que ter um sistema proprietário é o caminho certo para os e-books."

É, talvez não seja compatível com outros formatos de e-book. Oferecer e-books de graça para download de literatura em domínio público é uma coisa, como qualquer bom leitor de pdf faz, mas a necessidade de proteção de cópia pode influenciar a decisão do Google neste caso.

Que o Google entre no negócio de e-books — ou em qualquer outro negócio — é muito importante, mas as primeiras pistas sobre os passos da empresa no setor são um pouco estranhas. Se lançar e-books para ler em um navegador de internet, o Google evitará quase todo o mercado de e-books, por apostar só em quem lê no computador, no iPhone ou em dispositivos que ainda virão no futuro, mais adequados à leitura, como o Pixel Qi. Adicione preços provavelmente mais altos e os e-books da Google já não ficam tão atraentes assim. Mas tudo ainda é muito novo — e vago — para se fazer julgamentos. [NYT]