Já reparou no tanto de novas câmeras anunciadas recentemente? São Gremlins que foram molhados? Uma enorme coincidência? Ou tem alguma grande feira do setor que justifique esses anúncios todos? Se você escolheu a última opção, parabéns! Seu prêmio é um resumão de tudo de novo que foi revelado na última semana.

A feira em questão é a Photokina, que começa amanhã em Colônia, Alemanha. Vamos dar um passeio pelos lançamentos já conhecidos e que deverão pintar por lá?

Nikon D600

Pense em uma D800 com poucas perdas e um desconto de US$ 800. Esta é a Nikon D600, DSLR pra lá de bacana que sai por US$ 2.700 (kit, com lente 24-85mm f/3.5). Ela tem um sensor full frame de 24,3 MP e compartilha praticamente todas as características da D800. De diferente além da resolução máxima, menos botões físicos, mais leveza (760g contra 900g da D800) e foco automático de 39 pontos — na irmã mais velha, são 51. Baixas toleráveis, considerando-se a qualidade dos resultados e o público-alvo da nova câmera.

Canon EOS 6D

Canon 6D.

A Canon EOS 6D chega com o título de DSLR full frame mais barata do mercado — US$ 2.100. Na prática, ela não traz novidades e se encaixa como uma sucessora da 5D Mark II, ou uma opção mais em conta para quem não puder bancar uma nova 5D Mark III. Ah, e ela briga diretamente com a D600, da Nikon, mostrada ali em cima.

Não há muitas novidades na câmera, todas as tecnologias e especificações já foram vistas em outros equipamentos. Mas há detalhes bacanas. Ela filma em alta definição (1920 x 1080 HD a 25 e 30 fps, ou 1280 x 720 a 60 e 50 fps) e traz, embutidos, Wi-Fi e GPS. Além do valor só pelo corpo, a Canon oferecerá ainda um kit com uma lente EF 24-105mm f/4L IS USM por US$ 2.900.

Panasonic Lumix GH3

A Lumix GH2 tornou-se a queridinha de cineastas graças a um hack que aperfeiçoava as capacidades de filmagem da câmera, chegando a vídeos em Full HD com 100 Mb/s ou mais. Na sua nova versão melhorada, a Panasonic mostra que aprendeu com a comunidade: a Lumix GH3 será capaz de filmar em até 75 Mb/s. Isso resultará em muito detalhe nos vídeos, e sem o trabalho de realizar o hack.

De resto, a GH3 incorpora muitas tecnologias novas, como Wi-Fi, tela LCD escamoteável e uma mira OLED eletrônica, além de ter o corpo agora resistente a respingos e poeira. O ruim? Rumores apontam para o preço de cerca de US$ 2.000. Pode ser justo pelo que a câmera oferece, ms é quase o dobro do que a Panasonic cobrava na GH2…

Sony a99

A Sony briga para conquistar donos de DSLRs enfeitiçados por Canon e Nikon. A última investida dos japoneses é a Sony A99, uma DSLR com sensor full frame de 24 MP e corpo bastante leve — são só 733g. De diferente, uma coisa boa e outra ruim. A boa é que a câmera traz dois sensores de foco automático, adição que, segundo a Sony, agiliza e dá mais confiabilidade no travamento do objeto em destaque. A ruim é que, diferente da maioria das DSLRs, a A99 não usa mira ótica, mas sim uma tecnologia da Sony de espelho translúcido. Preço? US$ 2.800 (só pelo corpo).

Sony NEX-6

 

A nova mirrorless da Sony é um membro totalmente novo da linha NEX. A Sony NEX-6 promete ser uma intermediária de sucesso, entre a NEX-5 e a NEX-7. Da primeira, ou melhor, da variante NEX-5R, vem a conectividade Wi-Fi, aqueles “apps” estranhos e o sistema híbrido de foco automático. Da NEX-7, os botões e a mira digital. Com sensor APS-C de 16,1 MP e filmagem em Full HD a 60fps, parece uma câmera de respeito, com qualidade de DSLR. Ela tem muitos botões físicos (a tela não responde a toques) e uma pegada mais premium. Por US$ 850 (só o corpo) ou com uma lente zoom 16-50mm por R$ 1.000.

Pentax K-5 II

Pentax K-5 II

Uma espécie de Rambo das câmeras, a Pentax K-5 II aguenta água e poeira sem deixar a qualidade de lado. A grande novidade dessa releitura da K-5 original é a presença de um sensor de foto automático chamado SAFOX X. Segundo a Pentax, ele deverá melhorar em muito a velocidade do foco automático, dando um belo reforço em situações de baixa luminosidade.

Sony Cyber-shot RX1

Parece loucura um sensor full-frame em uma compacta? Sim ou não, a Sony foi lá e fez. O sensor é o grande diferencial, já que em todo o resto ela é uma perfeita compacta: nada de zoom ótico, ou lentes intercambiáveis. A Cyber-shot RX1 é uma câmera com lente fixa (Carl Zeiss, f/2.0) e um sensor full frame, de 35mm. Há benefícios (maior área fotografada, mais qualidade nas fotos), mas o preço a deixa fora do alcance da maioria e, de compacto, não tem nada: US$ 2.800.

Olympus E-PL5 e E-PM2

As Olympus E-PL5 e E-PM2 são sucessoras das pequeninas câmeras micro quatro-terços lançadas ano passado. De novidades, um sensor maior, de 16 MP (o antigo tinha 12) e tela LCD sensível a toques. Diferente de várias outras que estão chegando ao mercado com Wi-Fi, a Olympus optou por tornar a dupla compatível com cartões SD wireless, como o Eye-Fi. As duas são idênticas, a diferença está na tela escamoteável da E-PL5 — a da E-PM2 é fixa e, portanto, a câmera fica ainda menor. Com lente, a E-PL5 custará US$ 700 e a E-PM2, US$ 600.

FujiFilm XF1

Parece uma câmera retrô, mas a FujiFilm XF1 tem uns truques legais. Ela tem um sensor de 2/3″ e abertura f/1,8, sensor EXR de 12 MP e lente 25-100mm. Faz vídeos em Full HD e tem um zoom de 4x manual. Quando desligada, a câmera é bem compacta. O visual retrô é personalizável: serão três opções de cores (preto, vermelho e marrom para o couro sintético que adorna a câmera. Sai em outubro por US$ 500 e as primeiras impressões do DPReview foram bem positivas — afinal, uma câmera estilosa pode ser boa também.