A Sony anunciou o Dash como um “visualizador pessoal de internet”. Nós acreditamos que ele é mais um rádio-relógio com uma loja de aplicativos. Isso não seria de todo o mal, certo? Na verdade, parece até bom – a menos que você seja um brasileiro que comprou o gadget nos EUA. Ele não funciona por aqui. 

O Dash, que mais parece uma versão moderna e mais magra do Chumby, tem uma bela tela de 7 polegadas com resolução de 800 por 480 pixels e uma loja de aplicativos com mais de 1.000 títulos, com apps para Twitter, Flickr, Gizmodo, NYT etc.  – nada mal para um despertador, algo como um tablet que não sai do lugar. Há boas sacadas, como a ótima integração com sites de streaming como Pandora e Netflix. Música e vídeos no criado-mudo, quem não quer?

Porém, nossos colegas americanos do Giz deixaram bem claro que a (falta de) velocidade do Dash é irritante demais. A lerdeza é tanta que a constatação de que será  necessário mudar de página para configurar algo ou baixar outra app causa desespero e revolta. Ainda mais se a Sony quiser vendê-lo como concorrente do iPad, aí a coisa fica bem feia para o despertador do futuro. E a interface também não é das mais interessantes, com alguns erros e controles confusos. Dava para esperar mais de algo que custa 200 dólares, não?

500

Mas caso você tenha mesmo gostado do Dash, é melhor você já começar a procurar algum lugar para morar nos EUA. O leitor Thanos Silva comprou o brinquedo lá fora e trouxe para cá, feliz da vida com a novidade. Eis que, ao ligar o aparelho, o erro de autorização da foto acima pulou na sua frente. Depois de fuçar no site de suporte da Sony, ele descobriu que o Dash funciona APENAS nos EUA – e que isso não vem escrito em lugar algum da caixa ou do manual. Não, ele não bloqueia só o Netflix ou o Pandora, ele simplesmente não funciona. Ou seja, fique esperto antes de gastar 200 dólares em algo que virará peso de papel por aqui.