O universo é tão grande que é difícil conseguir medir com precisão as enormes distâncias entre as coisas nele. Não mais – um grupo de cientistas está trabalhando no Baryon Oscillation Spectroscopic Survey (BOSS), um estudo para medir distâncias entre galáxias com precisão de 1%:

O novo padrão de medidas é um grande salto em relação aos patamares anteriores, como o Professor David Schlegel, do BOSS, explicou à BBC:

Não existem muitas coisas na vida cotidiana que conseguimos saber com precisão de 1%. Eu agora sei o tamanho do universo melhor do que sei o tamanho da minha casa. Há 20 anos astrônomos discutiam sobre estimativas diferentes em até 50%. Cinco anos atrás, redefinimos essa incerteza a 5%, um ano atrás a 2%. Um porcento de precisão vai ser o padrão por muito tempo a partir de agora.

Como eles fizeram? Bem, eles usaram coisas chamadas oscilações acústicas de bárions – marcas congeladas de ondas de pressão que se moviam pelo universo primitivo – como uma espécie de régua galática. Essas oscilações têm exatamente metade de um ano-luz de largura, e acontece que elas podem ser usadas para medir distâncias precisamente, mesmo de muito longe.

Eles também conseguiram proporcionar uma visão sobre a curvatura do universo. “A resposta é que ele não é muito curvado. O universo é extraordinariamente plano”, explicou Schlegel à BBC. “E isso tem implicações em relação ao fato do universo ser infinito ou não. Não podemos dizer com certeza, mas é provável que o universo se extenda eternamente no espaço. Nossos resultados são consistentes com um universo infinito.”

A equipe apresentou o trabalho durante a 223ª Sociedade Astronômica Americana, nos Estados Unidos, mas uma análise de 90% dos dados atuais está disponível no Arxiv. Felizmente, não é tão longo para se ler como a régua galática. [arXiv viaBBC]