Um levantamento do National Bureau of Economic Research (NBER), mostrou que a reserva mundial de Bitcoins é amplamente controlada por um pequeno grupo de investidores e mineradores. O relatório mostra que os 10.000 maiores investidores individuais do Bitcoin controlam um terço da criptomoeda em circulação.

A concentração aparece também entre as mineradoras. 50 delas — o equivalente a 0,1% do total mundial —, controlam 50% da capacidade de mineração de Bitcoins.

Os números ficam ainda mais impactantes quando analisamos a concentração do serviço: 90% da mineração da moeda digital está nas mãos de 10% dos mineradoras, segundo o levantamento.

O estudo, nomeado Blockchain Analysis of the Bitcoin Market, foi publicado pelos pesquisadores Igor Makarov e Antoiniette Schoar, do MIT.

Até o final de 2020, 14 milhões de Bitcoins estavam em circulação. Os 10.000 donos principais controlavam cerca de 8,5 milhões de Bitcoins. Desse total, 3 milhões desse total estão na mão de apenas 1.000 investidores.

Já enquanto os 50 principais grupos administravam cerca de 5,5 milhões de Bitcoins.

Essa concentração faz com que exista um risco sobre um “Ataque dos 51%”, em que um grupo de mineradoras pode assumir o controle da maior parte da rede. Tal grupo conseguiria controlar todas as futuras transações de Bitcoin, levando o mercado para a direção que quiserem.

o polo de mineração muda da China para os Estados Unidos, graças as recentes sanções impostas pelo governo chinês à mineração.

Recentemente, o valor do Bitcoin cresceu significativamente. Um ano atrás, a moeda valia US$13.000. Após atingir um recorde de quase US$67.000 na semana passada, a moeda agora está sendo vendida na casa dos US$62.000 (R$ 346 mil).

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A alta do Bitcoin respinga também em moedas, que vêm em tendência de alta nos últimos tempos. A Shiba Inu, uma entre as diversas moedas-meme inspiradas em Dogecoin, subiu mais de 64% desde o final da semana passada.

O aumento do valor da moeda digital faz os ganhos acabarem se concentrando nas mãos de poucos investidores cheios da grana — o que dificulta a entrada de novos entusiastas de bitcoin no mercado.