227 mil notas falsas circularam no Brasil em 2021, 30% menos do que em 2020

Entre as falsificações identificadas pelo Banco Central, há, inclusive, cédulas de R$ 1 e notas de R$ 10 feitas de plástico - que começaram a sair de circulação ainda em 2006. Veja a lista completa

Mão segurando nota de dez reais

A quantidade de dinheiro falsificado que circulou no país no ano passado caiu quase 30% em relação a 2020. Ao todo, 227.316 notas falsas foram identificadas pelo Banco Central em 2021, em todos os estados. Os dados aparecem em um relatório do BC, que você pode ler clicando aqui.

A campeã de falsificação, como é de praxe, foi a nota de R$ 100. Ao todo, 89.917 cédulas do peixe falsas rodaram de mão em mão pelo país no ano passado — contando a versão antiga e a versão nova, lançada em 2010.

Chama a atenção também a quantidade de notas de R$ 200 que foram fraudadas. Nas contas do BC, a cédula, lançada em setembro de 2020, ganhou 43.200 cópias ilegais.

Dono da maior população do país, o estado de São Paulo também registrou o maior número de falsificações: foram 87.481 notas falsas, ou 37,48% do total. Entre essas há, inclusive, 3 notas de R$ 10 de plástico — que começaram a sair de circulação ainda em 2006. Vêm de São Paulo, também, as 8 únicas notas falsas de R$ 1 identificadas em 2021. A nota verdinha, que traz um beija-flor estampado, deixou de ser produzida ainda em 2006, sendo substituída pela moeda.

Na lanterna do ranking de falsificações está o Acre, com apenas 60 notas falsas identificadas em 2021. No Amapá, foram só 91.

Tendência de queda

Em 2020, o total de notas falsas estava na casa dos 321.293 mil. O total já foi 35% menor do que em 2019, ano em que quase meio milhão de notas falsas foram identificadas. Essa tendência de queda, na verdade, vem desde 2018. Nesse ano, 561.791 cédulas falsas estavam em circulação, segundo dados do BC. Veja abaixo.

Ano Total de cédulas falsas Variação
2014 529.580 -3,92%
2015 477.688 -9,80%
2016 506.632 6,06%
2017 548.540 8,27%
2018 561.791 2,42%
2019 498.870 -11,20%
2020 321.293 -35,60%
2021 227.316 -29,25%

Mas o que explica, afinal, essa queda no número de falsificações? Bem, há uma série de fatores em jogo: primeiro, precisamos levar em conta que os brasileiros não tem mais o costume de levar dinheiro em papel na carteira. Cartões de débito, crédito, vales e etc. se tornaram mais comuns nos últimos anos — e, por efeitos de segurança e praticidade, vem sendo cada vez mais usados.

Tecnologias que facilitam as transações online também entram nessa conta. A popularização dos apps de internet banking, que praticamente aposentou a necessidade de ir presencialmente às agências para sacar dinheiro, diminuiu a importância das cédulas físicas. E, por último, mas não menos importante, há o PIX, tecnologia que foi abraçada pelos brasileiros. Em dezembro de 2021, mais de 109 milhões de brasileiros já haviam feito uma transação usando o serviço. Saiu de casa e esqueceu a carteira? É bem possível que você consiga comprar o que precisava só usando o celular.

O relatório do BC que monitora a identificação de notas falsas foi atualizado pela última vez em 31 de dezembro de 2021. Antes dele, a última atualização datava de março de 2020 — o processo de coleta ficou paralisado durante a pandemia, segundo o órgão. Será interessante acompanhar como a quantidade de notas falsas se comporta com a vida “voltando ao normal” após o afrouxamento das regras sanitárias e do isolamento em 2022. Mas uma coisa é certa: golpes do tipo devem se tornar cada vez menos comuns.

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