A infraestrutura do 5G ainda está em processo de implantação no Brasil, mas já tem gente trabalhando na próxima geração, o 6G.

É isso mesmo: enquanto a grande maioria dos brasileiros ainda está na era do 4G, há especialistas encarregados de cuidar do desenvolvimento da próxima fase da internet móvel no mundo.

A partir do dia 28 de fevereiro, o evento MWC (Mobile World Congress), em Barcelona, irá discutir os impactos e as expectativas quanto ao uso do 5G no mundo — e também como será a transição para o 6G. Muitos especialistas sustentam que ela deve acontecer até o ano de 2030.

O evento contará com a participação de gigantes da tecnologia como Google, Meta, Samsung, Dell, Microsoft, entre outras.

Para que o 6G saia do papel, é preciso, primeiro, alcançar um novo patamar de transmissão de dados. Tem gente trabalhando nisso também. Um laboratório localizado na província de Jiangsu na China, atingiu recentemente a taxa de 206,25 Gbps (gigagbytes por segundo) pela primeira vez. Os testes foram conduzidos com ajuda da gigante da tecnologia China Mobile, da Universidade de Fudan e também do governo chinês. A efeito de comparação, redes 4G convencionais atingem até 100 MBps (megabytes porsegundo)

A nova tecnologia já poderá ser utilizada utilizando a atual estrutura 5G existente no país asiático, e ser transportada através de cabos de fibra ótica.

Uma internet mais rápida, que diminua o tempo entre o comando e a resposta do usuário não vai servir apenas para entregar para você o resultado de sua busca no Google mais rapidamente. Esse novo patamar é vital para o desenvolvimento de tendências tecnológicas como telemedicina, veículos autônomos e o metaverso, que dependem de uma baixa latência para funcionar conforme as expectativas.

As ondas terahertz, usadas no 6G, são transmitidas com velocidade muito superior às ondas milimétricas (as atuais, do 5G). No entanto, o desafio para viabilizar o 6G com a tecnologia chinesa é a limitação das ondas terahertz em atingir longas distâncias. No ambiente controlado preparado para o teste da tecnologia, tudo ocorreu perfeitamente, já que a transmissão não foi realizada para uma distância muito grande. Em larga escala, os testes não teriam nem de longe os mesmos resultados do ambiente controlado.

A expectativa é de que o 6G seja implantado em larga escala no mundo até 2030. Mas para isso, é preciso superar os desafios de transmissão a longas distâncias e desenvolver uma infraestrutura que entregue o serviço em sua melhor qualidade para todas as pessoas.