De olho no Metaverso, a Adidas lançou no último dia 17 uma coleção de 30 mil NFTs, que dão acesso a itens físicos e digitais exclusivos para colecionadores. Mas ninguém esperava que o sucesso seria tanto: o conjunto de tokens não fungíveis “Into the Metaverse” foi completamente vendido em poucas horas.

Do total, 20 mil NFTs foram oferecidos para pessoas que já possuíam outros tokens digitais, como Pixel Vault, Bored Ape e Mutant Ape. Os 10 mil tokens restantes foram disponibilizados para o público geral — cada pessoa podia adquirir no máximo dois tokens.

Cada NFT custou 0,2 ETH (ethereum), o que equivale a cerca de R$ 4.600. Como pontuou a revista Exame, a empresa ganhou mais de 43 milhões de dólares só no primeiro fim de semana.

O projeto foi idealizado a partir de uma parceria entre a Adidas, Bored Ape Yacht Club, Punks Comics e GMoney.

Em 2022, os usuários que compraram as NFTs terão acesso a bens físicos como um moletom com um endereço blockchain gravado e um gorro laranja. Os proprietários dos tokens também poderão receber uma versão física da edição 2 do “Punks Comic: X Marks the Drop”, uma história em quadrinhos sobre todos os personagens da coleção.

Além disso, a coleção incluía ainda vestíveis virtuais que os compradores podem usar no jogo The Sandbox — grande febre do metaverso.

Moletom que será disponibilizado para os compradores da coleção Into the Metaverse. Imagem: Adidas/Divulgação

Isso é apenas o começo

Ainda não está claro se a Adidas planeja oferecer novas coleções em NFTs no futuro — mas o site do projeto inclui uma mensagem bastante sugestiva que diz que “isso é apenas o começo”.

Diante da velocidade que os tokens foram vendidos e quanto dinheiro a marca ganhou em apenas três dias, é improvável que esta seja a única oferta de NFTs da fabricante de roupas.

O sucesso na venda de NTFs chamou a atenção de empresas concorrentes. É o caso da rival Nike, que criou recentemente a CryptoKicks, que serve para validar a autenticidade de produtos físicos e cria uma versão digital para ser usada em ambientes virtuais. Agora só resta saber o quanto isso vai mesmo “virar moda”.