Pesquisadores do Laboratório Nacional de Los Alamos, nos EUA, desenvolveram um algoritmo capaz de estimar a magnitude de terremotos e prever tsunamis poucos minutos após a ocorrência do fenômeno. O estudo completo foi publicado na revista Nature

Os sismógrafos, aparelhos utilizados hoje para medir o tamanho dos terremotos, usam como base as vibrações do solo. Mas nem sempre eles oferecem retornos rápidos aos pesquisadores, já que dependem ainda da distância entre o terremoto e o aparelho e também da velocidade das ondas sísmicas. 

O novo método apresentado no estudo sugere o uso de ondas gravitacionais – ondulações no espaço-tempo criadas pelo movimento de objetos massivos – para monitorar terremotos. 

Basta pensar que o movimento da Terra acaba alterando o campo gravitacional. Isso gera informações que até então eram tratadas como ruídos, mas se mostraram capazes de estimar a magnitude de terremotos de grandes proporções com maior precisão. 

Os cientistas então pegaram essas informações de outros terremotos já ocorridos e criaram um algoritmo capaz de prever novos desastres poucos minutos após o terremoto. Dessa forma, populações costeiras poderão ser avisadas com antecedência do risco de tsunamis e possíveis rompimentos de diques.

Por enquanto, a nova tecnologia ainda não foi utilizada no mundo real. Ela está prevista para ser implantada no Japão, mas apenas em uma zona de falha específica capaz de gerar terremotos de grandes magnitudes. O algoritmo precisa ser treinado de maneira diferente para cada região em que for aplicado.