Outro dia a discussão por aqui era sobre a ausência de smartphones no Brasil. O papo surgiu porque os EUA agora vendem mais smartphones do que celulares comuns, uma marca histórica. E essa disparidade entre os dois mundos existe por uma simples razão: por lá, a escolha dos aparelhos é basicamente por preferência. Android, iPhone, Windows Phone 7 ou um aparelho que só tenha lanterna, tanto faz. A escolha é do usuário. Diferença de preço? Mínima, ou nenhuma, como na nova promoção da T-Mobile, onde qualquer smartphone sai de graça num contrato de dois anos.

Simples assim: desde que você assine um contrato de dois anos, você leva qualquer aparelho da T-Mobile de graça. E apesar de não ter o maior leque de opções de aparelhos, pegar um MyTouch 4G ou um HTC HD7 ou outro smartphone topo de linha sem desembolsar um centavo no ato da compra é algo impressionante. Por aqui, só nos planos mensais mais absurdos é possível algo próximo a isso. Assim, os EUA são um país completamente diferente no mundo dos smartphones. Por que alguém comprará um dumbphone se pode levar um iPhone por praticamente o mesmo preço? Os aparelhos mais caros custam U$299, mas várias promoções como a da T-Mobile jogam os preços lá embaixo. É só economizar um tico do salário, e não toda a poupança. Só tem um dumbphone quem quer — e, sim, essas pessoas existem.

A grande questão é que os americanos são obrigados a assinar um contrato de dois anos com qualquer operadora. E, convenhamos, dois anos é muita coisa – a Anatel acha a mesma coisa, e proíbe contratos de 24 meses. Nesse meio tempo, novos aparelhos podem surgir com exclusividade em outras operadoras, e é preciso desembolsar muito para quebrar o contrato. Mesmo assim, essa foi a solução das operadoras para baratear os aparelhos nos EUA. Mas e por aqui? Você se sujeitaria a um contrato de dois anos com qualquer operadora brasileira para ter um iPhone, um Atrix ou um HTC Evo por nenhum centavo?

Crédito da imagem: Flickr/Mr. T in DC