A mania dos icebergs tomou brevemente a internet no mês passado, quando a NASA capturou imagens de um enorme pedaço de gelo esquisitamente retangular. Mas os icebergs estão conosco o tempo todo, e uma animação feita por especialistas mostrando os caminhos deles ao longo dos anos vai te ajudar a celebrá-los em todas suas formas e tamanhos.

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Os especialistas em visualização climática da Pixel Movers and Makers pegaram dados de mais de 40 anos de migração de icebergs e os colocaram em movimento, mostrando icebergs saindo da Antártida e indo em direção ao oceano em uma taxa cada vez maior e mais alarmante.

Icebergs se formam regularmente na Antártida. Às vezes, eles são espetaculares como o recente iceberg geométrico ou o pedaço enorme de gelo que se separou da plataforma de gelo Larsen C no ano passado. Outras vezes, são “pedacinhos” anônimos de gelo ou, se forem grandes o bastante, ganham nomes, dados pelo National Ice Center, para que possam ser colocados em mapas de navegação.

Mas uma vez que eles tenham se separado de geleiras e plataformas de gelo que circundam a Antártida, eles são propensos aos caprichos das correntes oceânicas e dos ventos predominantes, como um barquinho de brinquedo jogado em um lago. Com o advento da tecnologia de satélite na década de 1970, seus caminhos se tornaram fáceis de se rastrear em torno da Antártida. E são esses os dados usados para criar essa nova animação.

“Os dados englobam icebergs conhecidos e outros icebergs grandes o suficiente para serem rastreados por difusômetros espaciais”, disse Marlo Garnsworthy, um dos fundadores da Pixel Movers and Makers, em mensagem pelo Twitter.

(“Estávamos ansiosos para fazer isso! Fluxo de iceberg da Antártida de 1976 a 2017. A maioria dos icebergs viaja no sentido anti-horário ao redor da Antártida antes de viajar para o norte por meio do “Beco do Iceberg” até a Corrente Circumpolar Antártica.”)

A animação revela que os icebergs costumam viajar em um círculo anti-horário ao redor da Antártida, com uma corrente que espelha amplamente a costa. A Corrente Circumpolar Antártica fica um pouco além disso, e, ocasionalmente, um iceberg consegue ser pego nela e atirado no oceano.

A Península Antártica — que fica entre o oeste e o leste da Antártida e vai em direção à ponta da América do Sul — também pode atuar como um estilingue em alguns aspectos. Quando os icebergs sobem pelo seu lado oriental, eles vão em direção ao oceano aberto através da passagem de Drake. Essa é a rota pela qual o Iceberg B-15, o maior a romper a plataforma de gelo Ross, avançou para o mar em 2000. É provável que os remanescentes se encontrem com o seu criador (o oceano) neste ano.

A península também abriga algumas das ações mais “agitadas” de iceberg do continente. Há um notável aumento em icebergs lá, devido ao fantástico colapso da plataforma de gelo Larsen B em 2002.

“Fiquei surpreso (e ainda assim não surpreso) ao ver um aparente aumento no fluxo de iceberg nos últimos anos”, disse Garnsworthy. Certamente, o parto e o colapso do B-15 e o colapso da plataforma Larsen B em 2002 são bem espetaculares.”

Porém, embora esses sejam os momentos que mais chamam atenção na animação, a aceleração da perda de gelo também é reveladora. A Antártida derramou três trilhões de toneladas de gelo desde 1992. Grande parte disso vem da água quente cortando por baixo plataformas de gelo e geleiras, fazendo com que elas fiquem finas. Mas o rompimento de icebergs também desempenha um papel, particularmente em geleiras que já estão enfraquecidas. Isso inclui a gigantesca geleira de Pine Island, que vem soltando icebergs em um ritmo alarmante nos últimos anos, à medida que encolhe e se deforma.

Isso significa que a Pixel Movers and Makers, infelizmente, terá algumas atualizações a fazer em seu mapa logo logo.