A Apple concordou em pagar US$ 14,8 milhões (cerca R$ 70,5 milhões) a alguns assinantes do serviço iCloud. A empresa foi acusada na Justiça americana de armazenar dados de usuários do serviço de nuvem em servidores de terceiros sem informar aos consumidores, o que iria contra o que é celebrado no contrato operacional.

A Apple nega ter violado o que é previsto no contrato ou ter feito qualquer irregularidade, mas, para encerrar o assunto, decidiu indenizar os usuários que fizeram a assinatura do iCloud entre os dias 16 de setembro de 2015 e 31 de janeiro de 2016. O reembolso será feito exclusivamente para os residentes nos Estados Unidos no período mencionado, e que ainda possuem um e-mail ativo na conta.

O valor do reembolso recebido por cada usuário será calculado com base nos pagamentos feitos durante a assinatura do iCloud, que, na época, variavam entre US$ 0,99 (para 50 GB) a US$ 9,99 (1 TB). Os assinantes têm até o dia 23 de maio para informar como pretendem receber o dinheiro.

iCloud em servidores de terceiros

Além de contar com seus próprios data centers, a Apple também depende de várias plataformas em nuvem de terceiros — como a Amazon Web Services (AWS) ou Google Cloud, por exemplo – para armazenar os dados e arquivos de usuários do iCloud.

Segundo um relatório divulgado no ano passado, a Apple estaria usando mais de 8 milhões de TB de espaço no Google Cloud, gastando cerca de US$ 300 milhões durante o ano de 2021, valor este 50% superior ao gasto no ano anterior. Isso indica que a Apple tem enfrentado problemas para dar conta da demanda crescente de espaço em nuvem de seus clientes.

Entretanto, a empresa da maçã diz que não compartilha as chaves de criptografia dos dados com plataformas de terceiros, para garantir a privacidade dos usuários.