O arqueólogo amador Daniel Lüdin estava explorando uma região próxima ao Castelo Wildenstein em Bubendorf, na Suíça, quando ouviu seu detector de metais apitar. Ele logo começou a escavar o tesouro, mas desistiu da empreitada quando percebeu que podia estar lidando com algo realmente precioso. 

Então, jogou novamente a terra sobre os artefatos e acionou a agência estatal Archäologie Baselland. A equipe respondeu ao chamado e resolveu o mistério: havia sob o solo nada menos do que um pote de barro lotado com 1.290 moedas romanas.

O tesouro, que data do século 4 d.C., equivale ao valor de um soldo – uma moeda de ouro puro introduzida pelo imperador Constantino durante o final do Império Romano. Um soldo valia cerca de dois meses de salário para um soldado na época.

Mas o valor do tesouro não foi o que mais impressionou os pesquisadores. Encontrar moedas como essas na região não é um grande desafio. O local era província do Império Romano e muitos moradores enterraram seu dinheiro por segurança durante as guerras que ocorreram no final do século 3 e meados do século 4 d.C. 

As moedas romanas de Bubendorf, por outro lado, datam de um período de relativa paz e alguma recuperação econômica, entre os anos de 330 e 340 d.C. Além disso, foi encontrado um pedaço de couro dentro do pote, que parecia separar as moedas. 

Os pesquisadores sugerem que o pote tenha sido uma oferenda aos deuses ou tenha relação com um local de sepultamento. Mais investigações devem ajudar os cientistas a entender o segredo das moedas usadas na era de Constantino, o Grande.