Foram divulgados os vencedores da 34º edição do Best of What’s New awards, uma premiação que reconhece os 100 projetos mais notáveis das áreas de saúde, engenharia, segurança, entre várias outras.

Neste texto, o Gizmodo Brasil separou as 10 inovações ganhadores do setor aeroespacial em 2021. Confira:

Flyways AI da Airspace Intelligence – Sistema inteligente para planos de voos

O despachante de voo é o profissional responsável por definir qual rota a aeronave deve seguir para viajar de um destino ao outro. Para isso, o especialista precisa se atentar a fatores como clima e até mesmo às zonas militares restritas.

Esse trabalhador está prestes a ganhar uma forcinha da inteligência artificial. A startup Airspace Intelligence desenvolveu um tipo de Waze aéreo. O Flyways IA sugere rotas mais práticas, que o despachante pode aceitar ou não.

A companhia americana Alaska Airlines, que já está utilizando o software, disse que mais de 28 mil de seus voos tiveram as rotas otimizadas. Isso gerou uma economia de 7 milhões de litros de combustível e, consequentemente, 24.490 toneladas de emissões de dióxido de carbono (CO2).

Starship da SpaceX – A nave reutilizável

A espaçonave da empresa de Elon Musk é feita de aço inoxidável e possui cerca de 50 metros de altura. Sua principal missão é alcançar a órbita da Lua ou até de Marte e retornar intacta, para ser utilizada de novo, de novo e de novo. 

Protótipos da SpaceX explodiram repetidas vezes até que algum tivesse sucesso. Os dias de glória chegaram em maio deste ano, quando um dos foguetes reutilizáveis fez seu primeiro pouso bem sucedido. Agora, a empresa está trabalhando em novas espaçonaves para realizar o primeiro teste orbital

eX1 com bluetooth da Panasonic Avionics Corp. – Bluetooh nas alturas

Carros voadores que nada, inovação mesmo é usar seu fone de ouvido bluetooth no céu. Agora, passageiros a bordo da aeronave United 737 MAX 8 não precisam de fios para se conectar ao sistema Panasonic embutido no assento da frente. O colega do lado não vai mais te acordar quando quiser ir ao banheiro. 

ATARS da Red 6 – Capacete de realidade virtual para militares

A empresa Red 6 criou o melhor dos dois mundos: com seu novo capacete tecnológico, o piloto militar poderá enfrentar adversários virtuais durante voos reais. O cenário criado pelo ATARS (Airborne Tactical Augmented Reality System) permite que os pilotos de caça tenham uma sensação mais próxima da realidade, tirando a necessidade de simular a presença de aeronaves fictícias. 

Além disso, a tecnologia reduz custos e facilita a logística. Com ela, não é mais preciso colocar outras naves no céu.

Near Earth Asteroid Scout da NASA – Energia solar no espaço

Nada de propusores a gás. O Near Earth Asteroid Scout (NEA) é um dispositivo do tamanho de uma caixa de sapatos movido a energia solar. A ferramenta, que deve identificar asteroides próximos à Terra, possui uma espécie de vela solar do tamanho de um ônibus escolar que captura os raios do estrelão. 

A missão custou cerca de US$ 30 milhões. Mas não se assuste com o preço, ele equivale a quase um décimo do que costuma ser investido em missões maiores com combustível. 

Redwire Regolith Print da Redwire Space – Tijolo de pó lunar

Uma impressora 3D a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS) gerou o que pode ser o futuro material de construção de uma base na lua. Foram impressos tijolos de poeira lunar simulada (regolito), que inclui compostos como sílica e alumina. Por enquanto, os pesquisadores ainda estão testando a resistência do material. 

Skyborg da Força Aérea americana – Drone assistente de caça

Pesquisadores desenvolveram drones semelhantes a caça-jatos que devem voar em parceria com aeronaves tradicionais. O objeto pilotado por inteligência artificial é capaz de enviar informações ou realizar ataques com armas em territórios perigosos. Dessa forma, o piloto não precisa de uma pessoa o acompanhando durante o serviço, e as perdas, caso ocorram, são bem menores.

ELSA-d da Astroscale – Coletor de satélites

Os satélites, quando inutilizados, acabam se tornando apenas lixo espacial. Agora, a empresa Astroscale está demonstrando uma maneira de puxá-los de volta à Terra após a “morte”. 

O trabalho é feito com auxílio da espaçonave ELSA-d, que possui um anel magnético que se encaixa aos satélites. A empresa realizou um teste bem sucedido em agosto deste ano, e já planeja novos lançamentos focando em alvos descontrolados e mais difíceis de prender. 

MQ-25 Stingray da Boeing – Posto de gasolina delivery 

Só de pensar no ponteiro da gasolina chegando no vermelho no meio da estrada já dá até um desespero. Imagine se isso acontecesse com um avião caça durante o voo. Nestes casos, outro caça costuma levar o combustível, mas o serviço de delivery não é tão prático.

Agora, cientistas da Boeing estão trabalhando em um drone de 15 metros de comprimento que funciona como bomba de gasolina. No futuro, eles devem ser usados no lugar dos caças delivery, que serão liberados para sua verdadeira função de combater possíveis inimigos.

Tiangong da CMSA (China Manned Space Agency) – Estação espacial movida a íons

Em abril deste ano, a China colocou em órbita a estação espacial Tiangong, que deve ter sua construção concluída em 2022. Ela já possui algumas inovações notáveis: o módulo é equipado com um sistema de propulsores movido a íons, que utilizam eletricidade para expelir partículas carregadas. Com ele, o motor pode exceder em até 30 vezes a velocidade do som.