Um time internacional de astrônomos descobriu três planetas maiores do que a Terra orbitando uma versão muito mais jovem que o nosso Sol. A descoberta foi anunciada pela Nasa e só foi possível graças ao Transiting Exoplanet Survey Satellite (Tess), telescópio especial liderado pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT).

O sistema em questão reside na constelação Pisces-Eridanus, que abriga uma coleção de estrelas com menos de 3% da idade do nosso Sistema Solar. A estrela principal, chamada TOI 451, está a 400 anos luz de distância da Terra, tem 95% da massa do nosso Sol (embora seja 12% menor), emite 35% menos calor e gira a cada 5,1 dias, o que é mais de cinco vezes mais rápido que o Sol.

A estrela também possui “apenas” 120 milhões de anos. Pode parecer muito, mas lembre-se que estamos falando do universo — e essa idade torna a estrela extremamente nova se comparada ao nosso Sol. Além disso, acredita-se que a estrela tenha outros dois companheiros estelares distantes circulando próximos aos planetas.

O trio de planetas, por sua vez, tem sido observado desde 2018, quando foram descobertos em imagens capturadas pelo Tess. O mais próximo da TOI 451 foi batizado de TOI 451 b, e mede 1,9 vezes mais do que o tamanho da Terra. O tempo que o planeta leva para finalizar uma órbita em torno de si mesmo também é de 1,9 dia terrestre. O segundo planeta é chamado de TOI 451 c e mede três vezes mais do que a Terra; um dia por lá dura 9,2 dias terrestres. Por fim, o terceiro planeta, TOI 451 d, tem quatro vezes o tamanho da Terra e leva 16 dias para completar uma rotação.

Ilustração mostra a organização do mini sistema planetário, composto pela estrela principal, os três planetas, poeira de asteroide e outras duas possíveis estrelas adjacentes. Imagem: NASA’s Goddard Space Flight Center

No que diz respeito à temperatura, todos os corpos celestes são inabitáveis, já que ela varia entre 1.200 e 450 graus Celsius. Isso porque os três planetas orbitam bem próximos à estrela principal — o mais distante deles fica a uma distância três vezes menor do que a Mercúrio ao nosso Sol, resultando em temperaturas mais altas.

De acordo com Elisabeth Newton, professora assistente de física e astronomia da Faculdade de Dartmouth, nos EUA, a descoberta desse mini sistema solar deve ajudar no estudo de teorias sobre como as atmosferas planetárias evoluem. Planetas tão grandes como esses acabam retendo grande parte de sua atmosfera, mesmo com o calor intenso de sua estrela-mãe.

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O Tess foi lançado da Terra em abril de 2018. O principal objetivo é pesquisar mais de 200 mil estrelas próximas à Terra — e no caminho encontrar alguns exoplanetas em trânsito. O telescópio espacial identifica novos mundos ao procurar por sombras leves e regulares que surgem quando um planeta passa na frente de sua estrela principal, isso tudo a partir da nossa perspectiva aqui na Terra.

[Nasa, The Indian Express]