O que começou como um experimento para trazer recursos de games ao mundo móvel agora se tornou uma tendência por si só. No ano passado, a Razer apresentou um smartphone com especificações de topo de linha e um display com alta taxa de atualização. Então, a Nubia ampliou isso, trazendo uma iluminação RGB em seu aparelho Red Magic. E, agora, a Asus superou ambas com o altamente ambicioso ROG Phone.

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Trazendo uma tela AMOLED de seis polegadas e 90Hz de taxa de atualização, além de um logo ROG brilhante com iluminação customizada na traseira, este smartphone vem com os recursos destacáveis de seus antecessores, e a Asus não parou aí. A empresa acrescentou também um sistema de resfriamento vapor chamber (uma funcionalidade normalmente reservada aos notebooks gamers), três portas USB-C (falaremos mais disso depois) e laterais especiais sensíveis ao toque que também funcionam como botões extras no modo paisagem, também podendo ser usadas para ligar o modo gaming do telefone com um simples apertar do dispositivo.

Nas entranhas, a Asus trouxe especificações incríveis, com 8 GB de RAM, 512 GB de armazenamento, uma bateria grandona de 4.000 mAh e um Snapdragon 845 com overclock capaz de chegar a 2,96 GHz em vez do 2,8 GHz máximo da Qualcomm. O ROG Phone tem até mesmo suporte à conectividade 802.11 WiGig, para que você possa transmitir o gameplay sem fio a uma TV ou monitor próximos usando o WiGig Dock, da Asus. Resumindo, o ROG Phone pode ser o telefone Android mais potente do planeta.

Agora, voltando àquelas portas USB-C extras, ao olhar para o celular no modo retrato, existe uma porta USB-C (e uma entrada de fone de ouvido bem útil) na parte inferior, para coisas como carregamento e transferência de dados. Porém, nas laterais do dispositivo, há mais duas portas USB-C para que, quando você estiver jogando, você possa segurar seu telefone no modo paisagem e ainda ter onde plugar um cabo de energia sem estragar o encaixe das mãos.

Gostei muito dessa ideia, porque, em um mundo em que muitas das fabricantes mainstream de celulares estão acabando com a entrada de fones de ouvido, colocar duas ou mais portas USB-C em seu dispositivo é uma maneira simples, mas útil, de permitir às pessoas conectar múltiplos acessórios para que você possa fazer coisas como recarregar seu celular e usar fones de ouvido ao mesmo tempo. E, para o ROG Phone, a Asus tem coisas ainda mais ambiciosas em mente para serem usadas com o USB-C.

Além do WiGig Dock mencionado acima, que traz uma série de portas e permite ligar o telefone a um desktop de forma parecida com o Samsung Dex, a Asus criou mais três extensões para games para o ROG Phone.

A primeira é um dock de resfriamento com um cooler embutido que se conecta à parte inferior e à traseira do telefone para ajudar a manter suas mãos secas e a temperatura baixa mesmo durante as sessões de jogos mais intensas. Tem também um par de gamepads que se encaixam nas laterais do smartphone e transformam o dispositivo em uma espécie de mini Nintendo Switch. Mas o que eu mais quero testar é o TwinView Dock, que acrescenta capacidade de bateria extra e uma segunda tela ao ROG Phone.

Eu nem tenho certeza sobre quais jogos poderiam se aproveitar dessa segunda tela (e, julgando pela “convocação” feita aos desenvolvedores, acho que a a Asus também não), mas parece que a empresa observou os portáteis mais populares da Nintendo na última década e disse: “Podemos fazer isso também”.

Portanto, apesar de não ter um preço ou data de lançamento oficiais (a Asus diz que espera lançá-lo em algum momento do terceiro trimestre deste ano), o ROG Phone é empolgante, ambicioso e o melhor exemplo de por que fiquei animado sobre a possibilidade de smartphones gamers mudarem o mundo móvel como um todo. Asus, não me decepcione.

Imagem do topo: Asus