Em um ano, o número de assinantes de banda larga cresceu 3,7% na Oi e 20,7% na Telefônica. Enquanto isso, a GVT cresceu 53%, chegando a quase cinco milhões de clientes. A estratégia de atuar em poucas cidades (pouco mais de 100) e oferecer mais velocidade, em média, que a concorrência – 9,13Mbps em março – parece estar dando certo. Eles estão ampliando a cobertura, e querem atuar em São Paulo com clientes residenciais também – mas a cidade terá que esperar mais um pouco.

A prefeitura de São Paulo ainda precisa aprovar as licenças para instalar a rede de fibra ótica da GVT. Se forem aprovadas até junho, serão pelo menos quatro meses até o serviço chegar à cidade. E a GVT não deve oferecer banda larga para a cidade inteira, é claro: inicialmente, serão só “alguns quarteirões e bairros” de São Paulo.

Como dissemos antes, a GVT criou um mundo paralelo no Brasil: enquanto os brasileiros navegam, em média, a 1,3Mbps, quem usa GVT teve velocidade média de 9,13Mbps – 67% dos clientes têm velocidade de 10Mbps ou mais. E a velocidade deve aumentar: a GVT pretende aumentar a média para 11,3Mbps em 2011 e para 19,7Mbps em 2012. Acredito que a GVT esteja tirando a média da velocidade nominal (do plano), e não a velocidade efetiva – nem sempre sua internet de 10Mbps funciona a 10Mbps. Mesmo assim, basta ir ao site NetIndex – que agrega os resultados do SpeedTest.net – para ver que a GVT oferece as maiores velocidades dentre as concorrentes no Brasil.

Enquanto isso, parece que a expansão da GVT está valendo a pena: segundo a empresa, mais da metade dos novos clientes residenciais vieram de cidades do Nordeste e Sudeste, regiões onde a GVT está concentrando sua expansão. A empresa fechou o primeiro trimestre com receita líquida de R$747 milhões e lucro de R$118,2 milhões. [GVT via Info e Folha]