Após cinco anos de desenvolvimento, os primeiros táxis aquáticos elétricos e autônomos começaram a ser testados nos canais da capital holandesa de Amsterdã — famosa por contar com inúmeros canais.

O projeto, batizado de “Roboat” — uma junção das palavras robô e barco, em inglês –, é fruto de uma parceria entre pesquisadores americanos e holandeses. A ideia foi criar um barco robótico capaz de funcionar de forma totalmente autônoma para o transporte de passageiros.

Em 2020, os pesquisadores tiveram resultados promissores ao testar um protótipo de médio porte. Já neste ano, dois Roboats grandes foram lançados na água, e provaram que podem transportar confortavelmente até cinco pessoas — além de entregar mercadorias.

O barco é totalmente elétrico, tem carregamento sem fio e autonomia de até 10 horas.

Táxi autônomo

Para navegar nas águas agitadas de Amsterdã, o barco utiliza um software sofisticado de navegação. A partir de dados do GPS, o Roboat decide sua rota de forma autônoma, enquanto faz uma varredura por sensores para evitar colisões com postes, pilares e outros barcos.

Uma série de câmeras permite que o robô tenha uma visão 360 graus do ambiente, sinalizando objetos ao redor. Os algoritmos funcionam como uma espécie de timoneiro, enviando instruções para os propulsores que fazem o barco se mover. Por questões de segurança, um operador monitora remotamente a frota de Roboats a partir de um centro de controle.

O sistema permite que ele se conecte sozinho a estações de ancoragem ou a outros barcos por meio da leitura de QR codes. Isso significa que eles não são apenas autônomos, mas também modulares, servindo para outras aplicações específicas — como recolher lixo, transportar até 1.500 kg de cargas ou servir de ponte entre as margens do rio.

A ideia é que o projeto possa, no futuro, ajudar a reduzir os problemas de mobilidade e logística de grandes cidades urbanas.